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Apoio ao Complexo Tecnológico Educacional - CTE

Para: Prezado Senhor Ministro da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações

Prezado Senhor Ministro da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab

Vivemos hoje um momento de importantes restrições orçamentárias que afetam sobremaneira a área de Ciência e Tecnologia, passando agora a atingir também as perspectivas da área educacional, malgrado a importância estratégica de ambas para o futuro da Nação. Essas dificuldades poderão se prolongar e se acentuar, atingindo a geração de estudantes brasileiras e brasileiros. Daí a importância de convocar a Sociedade, seja através das famílias, seja através das instituições de pesquisa, para ajudar o Estado no enfrentamento dos desafios que se colocam para formar as novas gerações de cientistas, pesquisadores(as), engenheiros(as), técnicos(as), tecnologistas, professores, etc que deverão proporcionar ao Brasil os benefícios das tecnologias emergentes do século XXI.

O conceito de cidadania está etimologicamente ligado ao de cidade, que podemos entender aqui como a região onde os cidadãos e cidadãs vivem. As instituições educacionais e científicas de uma região podem ser públicas ou privadas, se públicas, podem ser federais, estaduais, municipais ou distritais, se privadas, podem ser confessionais ou particulares. Cada categoria dessas se inscreve numa esfera deliberativa diferente.

À cidadania interessa sobretudo saber quais são as oportunidades -- educacionais, profissionais, culturais, empregatícias etc.-- que o complexo tecnológico educacional da sua região pode oferecer. Daí a necessidade de buscar a integração regional desses recursos a fim de melhor servir à Sociedade.

Sensível a essa necessidade, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer - CTI, vem aplicando em suas dependências o conceito de Complexo Tecnológico Educacional - CTE.

A conceituação e ambientação do CTE contou com a contribuição de membros da comunidade da UNICAMP e de várias outras instituições de pesquisa, e já é um elemento de irradiação de conhecimentos e competências para a transformação e inclusão social e econômica da região.

Embora então não houvesse ainda a denominação “CTE”, o complexo vem se estabelecendo de forma orgânica desde a década de 90, quando foi criada a Fundação de Apoio à Capacitação em Tecnologia da Informação - FACTI, que apoia o CTI no cumprimento de sua missão. Esse ecossistema foi reforçado pela instituição do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva - CNRTA, que iniciou suas atividades no campus em 2012, realizando atividades que visam à consolidação da Rede Nacional de Tecnologia Assistiva.

Em 2013, outro ganho significativo para o CTE foi o estabelecimento do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP Campus Campinas, com a oferta de cursos superior e médio técnico. Já em 2016, o IFSP formou a primeira turma de nível superior, bem como iniciou o curso de pós-graduação no campus, um antigo anseio do CTI. Para se ter uma ideia, o vestibular para o ensino superior atingiu a marca de 110 candidatos por vaga, um indicativo do sucesso da iniciativa.

Reconhecemos, outrossim, a determinante importância do apoio do Ministro do MCTIC, que através da cessão de uso do Prédio VI do CTI para fins educacionais, permitiu a expansão do curso técnico em período integral nas instalações do IFSP em Campinas. Com essa ação, o IFSP passa de 400 estudantes em 2016 para 900 estudantes em 2017, um número muito relevante para a Região Metropolitana de Campinas. Esses estudantes, juntamente com os professores e funcionários do IFSP, estão interagindo com servidores do CTI e demais colaboradores do ecossistema, o que acarreta um enriquecimento do ambiente de C&T&Inovação sediado por esta unidade federal.

Também em 2017, mais uma conquista: o estabelecimento da pós-graduação na área de projeto de circuitos integrados (microeletrônica), objetivo perseguido há muitos anos pelo CTI que, graças à companhia do IFSP, torna-se realidade.

O CTE, que também conta com a presença do Parque Tecnológico CTI-Tec, já credenciado e com instalações inauguradas em 2015, está pronto para acolher outras instituições e órgãos que venham a compor esse tão relevante ecossistema e vem trabalhando com denodo e sucesso na ampliação cuidadosa das atividades.

O CTE no Campus do CTI Renato Archer, dado o seu objetivo de promover desenvolvimento, notadamente no âmbito da Ciência, Tecnologia e Inovação, e devido a sua arrojada concepção, transforma a realidade da Região Norte de Campinas, em particular, a dos diversos bairros do entorno do campus do CTI. O efeito esperado para estas comunidades, ao longo prazo, equipara-se ao que ocorreu na região do Distrito de Barão Geraldo, decorrente da presença da UNICAMP naquele bairro, desde a década de 70. Esta natural expectativa vem, principalmente, da característica de pólos catalisadores que têm o CTI e o IFSP, potencializada pelo mutualismo que empreendem.

Uma vez que a comunidade constituinte do CTE vem se comprometendo ativamente com a iniciativa, bem como mostrando-se capaz de produzir resultados concretos cada vez mais alvissareiros, vimos, também, solicitar o apoio de V.Exa., para que, de forma coordenada com o Ministério da Educação, novos passos sejam dados na direção de ampliar a presença do IFSP na Cidade de Campinas, tanto no Campus do CTI, na região norte, quanto no campus do Distrito do Campo Grande, na região noroeste da cidade.

Solicitamos ainda, ao Sr. Ministro do MCTIC, que promova ações de fortalecimento do CTI, por conta da crescente relevância que prossegue adquirindo no cenário nacional. Este fortalecimento precisa se dar no campo da recomposição das equipes, principalmente em função das prementes aposentadorias de servidores já em curso, situação que tanto ameaça o futuro deste importante patrimônio brasileiro da ciência e tecnologia.

A aplicação do conceito CTE em referência foi impulsionada na gestão do Dr. Victor Pellegrini Mammana, atual Diretor do CTI, a quem todos devemos essa iniciativa de grande alcance social, científico e tecnológico, e cujo mandato, recém reiterado por V.Excia, estende-se até 2019. Tendo em vista a natural e saudável rotatividade dos cargos de gestão, causa preocupação, entretanto, a hipótese de que esta política possa ser descontinuada pelos seus sucessores.

Assim sendo, nós, abaixo-assinados, vimos mui respeitosamente solicitar a V.Exa. que o processo de desenvolvimento do CTE no campus e nas dependências do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer - CTI, seja formalizado e transformado em política permanente do MCTIC, a esta vinculando as futuras gestões do CTI Renato Archer.
Gratos pela atenção, subscrevemo-nos,
Novembro de 2016



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