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PELO FIM DA MILITÂNCIA POLÍTICA NA IECLB - IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL

Para: Presidência da IECLB, Conselho Nacional da IECLB, Nestor Paulo Friedrich

Considerando os fatos que vem ocorrendo nos últimos anos dentro da IECLB - Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, aos quais a Presidência e Conselho Nacional mostram-se passivas, e até mesmo simpáticas a tais manifestações, como a visita do 2º pastor vice-presidente Inácio Lemke, ao então preso ex-presidente Lula, o que levou até mesmo a manifestação formal dos demais ministros (anexo), a participação da Pa. Lusmarina Campos Garcia na audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da proposta da descriminalização do aborto, posteriormente a participação da mesma no desfile das escolas de samba através da Escola Mangueira como "representante dos luteranos", onde claramente usavam a imagem cristã e o Nome de Jesus para militância política, e mais recentemente novamente em 6 de março de 2020 a participação desta em encontro com Ex-presidente Lula juntamente com outros "representantes religiosos" (para nas suas próprias palavras: "discutir a questão da desigualdade e o papel das igrejas no combate à desigualdade") o que é curioso já que Lula está impossibilitado de exercer qualquer cargo público pela lei da ficha-limpa, além da agenda progressista instalada nos últimos anos e que hoje se mostra cada vez mais clara através de ações feitas ou apoiadas pela igreja através de orgãos como FLD ("Promoção de Justiça de Gênero") e CONIC ("Encontro de Mulheres do MST") entre outras, ou ainda sejam manifestações políticas de outras pessoas ligadas a partidos que venham a prejudicar o trabalho de evangelização da igreja;

Membros da IECBL (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil) vem através deste manifestar-se contra a MILITÂNCIA POLÍTICA NAS IGREJAS em especial na IECLB.


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Anexo:

Após visita do pastor Inácio Lemke, 2º pastor vice-presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB, ao ex-Presidente Lula, ministros e ministras da IECLB enviaram manifestação ao Conselho da Igreja Luterana.

Manifestação quanto a política partidária na igreja
Para:

- P. Dr. Nestor Paulo Friedrich,
- Secretaria Geral da IECLB,
- Conselho da Igreja

Como lideranças cristãs, nós, ministros e ministras da IECLB, reconhecemos a pluralidade social e a diversidade, inclusive em questões políticas, do povo de Deus. Mediante este simples fato repudiamos a instrumentalização da igreja para fins político-partidários, seja de qual viés político-ideológico for. O fazemos pelos danos que estes podem causar à igreja como corpo. Falar em nome deste corpo exige seriedade e deve ser resultado de uma profunda reflexão anterior. Por essa razão, não podemos concordar em que uma pessoa, ordenada ao ministério eclesiástico ou não, mesmo inserida no Sacerdócio de Cristo, faça uso da palavra como representante deste corpo.

Infelizmente, foi o que aconteceu com a entrevista posterior a visita feita ao ex-presidente Lula pelo P. Inácio Lemke, P. Sinodal do Sínodo Norte Catarinense e 2º P. Vice-Presidente da IECLB. O problema não é a visita em si, mas as entrevistas e as falas do referido pastor, que, ao invés de levar uma palavra de esperança a partir do Evangelho de Jesus Cristo, sai “cheio de esperança” pelo que ouviu do ex-presidente. É claro que seria possível interpretar isso de diversas formas. No entanto, justamente pelo amplo leque de interpretações, causa dano ao corpo da igreja. A tarefa “profética”, tão presente nas Escrituras e sempre necessária deve apontar e estar sob senhorio de Jesus Cristo, o Senhor da Igreja, de forma que não gere mácula a presença de Cristo enquanto igreja/corpo presente.

Por essa razão, endossamos aquilo que está no Estatuto do Ministério com Ordenação (EMO) no intuito de reger nossas ações dentro do contexto de comunidades, paróquias e sínodos. Sendo assim, o claro e confessado partidarismo e militância política, agravado pela promessa pública de levar a causa política para dentro do corpo da igreja, agride frontalmente ao EMO em seu Art. 44: Em questões político-partidárias, a ministra ou o ministro atuará com o devido resguardo do seu ministério e do seu CAM, sem, entretanto, renegar a tarefa de promover o bem-estar do ser humano à luz do Evangelho. Parágrafo único. As preferências partidárias pessoais da ministra e do ministro não deverão prejudicar o bom relacionamento dos membros da Comunidade, entre si, e a sua convivência com o CAM”. Também o Art. 3º, p. 2º reza: “ ... III - assuma o compromisso expresso de exercer o ministério, mediante: a) observação da base confessional da IECLB, conforme estabelecida em sua Constituição; b) cumprimento dos deveres inerentes ao exercício do respectivo ministério específico, estabelecidos por este estatuto; c) sujeição às normas do documento Doutrina e Ordem da IECLB; d) observação e cumprimento dos demais documentos, que estabelecem a ordem da e na IECLB; ...”; E, de acordo com o que reza o Art 9º do OJD, o P. Inácio Lemke comete no mínimo as seguintes infrações: “... II - de natureza grave: a) a conduta incompatível com os princípios do evangelho, com a ética cristã, ou com a função que exerce; b) a ofensa à confessionalidade; c) causar divisão e rupturas no seio de comunidades, paróquias, sínodos ou da própria Igreja;

Além disso, nós, enquanto ministras e ministros, estamos sendo constantemente questionados por causa de tal atitude do colega pastor. Há membros ameaçando desligamento das comunidades, outros informando que retirarão suas contribuições, e pessoas de fora do quadro de membros caluniando as nossas comunidades e paróquias. As bases das comunidades estão sentindo o resultado direto que esta atitude irresponsável causou. Como ser uma igreja missionária se uma liderança escolhida e que ocupa o cargo de Pastor Sinodal e 2º Vice-Presidente da IECLB consegue construir uma imagem tão negativa ao assumir uma posição político-partidária militante?

Diante disso, como ministros e ministras da IECLB conclamamos uma resposta da Presidência da Igreja, clara e oficial, pra termos respaldo nos questionamentos de membros das Comunidades, mas também da sociedade como um todo.




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