REPARAÇÃO CONTRA À CENSURA FEITA PELA ABRASME AOS ARTISTAS.
Para: Ministério Público Federal, Conselho Federal de Psicologia, Conselho Federal e Medicina, Reitoria da UFSC, Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Anistia Internacional
ABAIXO ASSINADO CONTRA A CENSURA E A RETALIAÇÃO DOS ARTISTAS E O PÚBLICO DURANTE O 3º FÓRUM NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS E SAÚDE MENTAL, PROMOVIDO PELA ABRASME.
Os poetas, artistas, coletivos de arte, grupos de defesa aos direitos humanos e o público, vêm publicamente manifestar este Abaixo Assinado contra a ABRASME e a organização do 3º Fórum Nacional de Direitos Humanos e Saúde Mental que, na última sexta-feira, dia 30 de junho, por volta das 15:00 horas, numa atitude claramente autoritária e intolerante censuraram os participantes do Slam Pirado, um recital de poesia, realizado a convite da mesma comissão que numa atitude clara de violação dos direitos humanos, contradizendo a própria proposta do evento, ferindo a liberdade de expressão e a Constituição Federal.
O Abaixo Assinado considera que um evento sobre direitos humanos e saúde mental é um espaço de defesa de dignidade, justiça e principalmente no tratamento de direitos humanos, prevalecendo o respeito e a democracia, e a livre expressão artística, que não é obrigada a se alinhar com interesses políticos ou financeiros. Portanto, é inaceitável que no espaço do 3º Fórum Nacional de Direitos Humanos e Saúde Mental venha se reproduzindo de forma institucionalizada a censura, a violação dos direitos humanos, o racismo, ameaça, calúnia e a difamação. Reiteramos a denúncia, lembrando que na edição anterior o grupo que propôs o Teatro do Oprimido foi boicotado e censurado; tornando claro que a atual gestão da ABRASME, a cargo do Walter Ferreira Oliveira, Professor adjunto da UFSC, não tolera a arte livre, muito menos a liberdade de expressão.
Pontuamos que o evento em questão, ao mesmo tempo que se propõe tratar de direitos humanos, cobra até R$370,00 (trezentos setenta reais) dos seus participantes (com péssimos serviços), inviabilizando que aqueles que necessitam realmente ter assegurados seus direitos e utilizam o sistema de saúde mental participem das discussões, invisibilizando o protagonismo e o lugar de fala dos mais vulneráveis, transformando a causa dos direitos humanos e saúde mental em mercado e palanque.
Solidarizamos-nos aos voluntários que participaram da organização do evento, cientes, pois de que a atitude criminosa, espúria e autoritária da ABRASME e da organização do evento não representa seu pensamento.
Por isso, afirmamos que este Abaixo Assinado seja levada à público para alertar os participantes do evento e os filiados da ABRASME sobre suas atitudes que envergonham a UFSC e todos os que militam pela causa dos Direitos Humanos e Saúde Mental. Que as autoridades e a sociedade brasileira tornem-se cientes e repudiem a atual gestão da ABRASME.
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