Solicitação de Manutenção No canal da Av.alcides de Araujo e nas ruas afetadas por enchentes no bairroa Catiapão são vicente
Para: Prefeitura municipal de são vicente
A vida de quem mora às margens do canal da Avenida Alcides de Araújo, no Catiapoã, em São Vicente, não é fácil. Basta um pequeno sinal de chuva para que a apreensão tome conta dos moradores, já acostumados a terem suas casas invadidas pelas enchentes. Uma obra, iniciada há mais de quatro anos, prometia amenizar a situação que se arrasta há décadas, no entanto, trouxe mais complicações. A grama virou matagal e os bueiros foram assoreados. O canteiro de obras foi tranformado em depósito de entulho e abriga uma pequena lagoa. O leito da via está praticamente intransitável.
“Quando iniciaram as obras foi formada uma comissão com 10 moradores para avaliar e acompanhar os serviços. Foi tudo registrado em cartório. Mas para que? A Termaq abandonou e depois veio a Vila Nova e abandonou também. Isso não vai acabar nunca. Na última enchente a água em relação ao nível do canal atingiu 90 centímetros. Em 1994, antes das obras, o nível atingia 45 centímetros”, desabafa o aposentado José Carlos dos Santos.
O morador conta que, ao longo dos anos, por diversas vezes precisou aumentar o nível da calçada. Quando alaga quem está na rua não entra e quem está em casa não sai. “Até sai, mas se for pelado e levar a roupa numa sacola. Está cada vez pior. A chuva para, mas demora pelo menos um dia para a água baixar”, conta o aposentado. A Avenida Alcides de Araújo é uma das principais vias de acesso ao Centro da Cidade.
Abandono
Mas não é só a falta de conclusão da obra do canal e o vazamento de esgoto que incomoda os moradores. O cenário do local é de completo abandono. A grama que foi colocada nas margens do canal virou mato. Nem mesmo a calçada de uma escola municipal de ensino infantil foi poupada da vegetação em abundância. Os paralelepípedos da via, que apresenta imensas crateras, foram deslocados. O canteiro de obras, utilizado pelas empresas durante a execução dos serviços, se transformou em local de descarte de lixo e entulho. Restaram apenas algumas aduelas e uma dúzia de tubos de concreto. O resto, segundo os moradores, foi tudo saqueado.
“É rato, é mosquito é tudo. Já faz tempo que não vejo manutenção aqui. A última vez que jogaram isca para rato no canal foi há uns cinco anos. Segunda-feira começam as aulas. Olha lá o estado da calçada da escola”, destacou José Carlos. A unidade de ensino referida é a EMEI Cidade de Naha.