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PELOS DIREITOS DOS PARDOS

Para: TODOS

A CARTA DE WILLIE LYNCH
“Verifiquei que entre os escravos existem uma série de diferenças. Eu tiro partido destas diferenças, aumentando-as. Eu uso o medo, a desconfiança e a inveja para mantê-los debaixo do meu controle. Eu vos asseguro que a desconfiança é mais forte que a confiança e a inveja mais forte que a concórdia, respeito ou admiração.

Deveis usar os escravos mais velhos contra os escravos mais jovens e os mais jovens contra os mais velhos. Deveis usar os escravos mais escuros contra os mais claros e os mais claros contra os mais escuros. Deveis usar as fêmeas contra os machos e os machos contra as fêmeas. Deveis usar os vossos capatazes para semear a desunião entre os negros, mas é necessário que eles confiem e dependam apenas de nós.

Meus senhores, estas ferramentas são a vossa chave para o domínio, usem-nas. Nunca percam uma oportunidade. Se fizerdes intensamente uso delas por um ano o escravo permanecerá completamente dominado. O escravo depois de doutrinado desta maneira permanecerá nesta mentalidade passando-a de geração em geração”.

Analisando a carta de Willie Lynch (de onde vem a palavra linchamento) é que começo o abaixo assinado. Até o edital de vestibular da UFRGS para 2018, não havia a condição fenotípica para se candidatar as cotas para pardos, pretos e indígenas. Inclusive, era autodeclaratório. Pardos, pela definição do IBGE, são filhos de pais brancos com negros, uma mistura de cor, que deve ser levada em conta até os avós. Portanto, até 2017, era aberto o conceito de "quem tem direito às vagas". Pessoas pardas, mais claras, com avós ou pais negros, podiam sim concorrer utilizando cotas. Pois são pardos.
Um grupo de pessoas que não reconhecem este fato, denominado BALANTA, começou então a perseguir estes alunos, que já estão em alguns casos em semestres avançados, questionando se válida é a inscrição no vestibular.
Através de ampla repercussão na mídia, estes colegas foram acusados de "fraudadores", e a Universidade ameaçou desligar estes estudantes, causando medo e influenciando decisivamente no desempenho acadêmico destes alunos, no final do semestre de 2017.
É válido a UFRGS, a qualquer tempo, investigar as inscrições. Que o faça de maneira justa, respeitando o edital a qual estes alunos usaram as regras para ingressar na Universidade.
É pelo julgamento justo e para que cesse a perseguição a estes alunos, para que eles tenham paz para seguir em frente em seus estudos, que você deve assinar este abaixo assinado, pois vivemos em uma democracia e sendo assim, ninguém deve ser perseguido e chamado de fraudador até que se prove o contrário. Um aluno, que tenha a pele clara, e que tenha pai branco e mãe negra, ou avós, é um pardo, e sim, está legitimamente inscrito em seu curso, tendo utilizado as cotas para negros, Índios e PARDOS. SE VOCÊ PENSA IGUAL, ASSINE O ABAIXO ASSINADO
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Esta petição foi criada em 15 março 2018
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