Proteção ao Aleitamento Materno no Hospital e Maternidade Santa Joana
Para: Hospital e Maternidade Santa Joana
Meu nome é Heloísa, meu filho nasceu no dia 27 de agosto de 2016 no Hospital e Maternidade Santa Joana. Após o seu nascimento, fui orientada por profissionais da instituição a usar spray de ocitocina para que o leite materno "descesse" logo. Fui orientada a usar conchas, protetores de silicone e meu bebê recebeu leite artificial como complemento mesmo contra a minha vontade.
Após o seu nascimento, precisei de atendimento algumas vezes no pronto atendimento da mesma instituição. Fui até lá múltiplas vezes, com poucos dias após o parto, e até um ano e meio, recentemente. Em todas as vezes, inclusive na última, com um ano e meio, os profissionais médicos se assustavam que eu ainda estivesse amamentando. Ouvi coisas do tipo: "Ainda tem leite?" "Já está fazendo hora extra nessa amamentação" "O leite agora não tem mais poder nutricional para o bebê".
Todas essas atitudes são desinformações, que vão completamente contra ao que orienta a Organização Mundial da Saúde. Em nosso país as mulheres amamentam em média pouco mais de 50 dias, quando a recomendação é até 2 anos (24 meses) de idade OU MAIS.
Essas ações promovidas pelos profissionais do HM Santa Joana são desestimulantes e quase me fizeram desistir da amamentação. Tive diversos problemas em decorrência dessas informações.
Uma mãe que amamenta até 18 meses, 24 meses, deve ser parabenizada, acolhida e estimulada, e não receber esse tipo de afirmação dos profissionais que mais deveriam conhecer sobre o tema.
Estou grávida de meu segundo filho, e pretendo que ele nasça em outro hospital, que tenha o selo de Amigo da Criança, que estimule amamentação na primeira hora, livre de bicos, exclusiva até os 6 meses e que dure até ao menos 24 meses ou mais.
Os profissionais do HM Santa Joana precisam de atualização urgente.
Me ajudem a conseguir visibilidade a essa causa!