BANESPIANOS EM DEFESA DOS DIREITOS E DA DEMOCRACIA
Para: Fernando Haddad
Nós, banespianos, diante do segundo turno das eleições para presidente do Brasil, queremos chamar a atenção de cada colega para a responsabilidade do voto. Não estamos vivendo um processo eleitoral como qualquer outro.
Do resultado das urnas, dependerá também o futuro de nossos direitos, como aposentadoria e 13º, e a manutenção ou privatização das empresas públicas, como o BB, a Caixa, a Petrobrás e a Eletrobrás.
Neste cenário, não há espaço para omissão, indiferença ou neutralidade. A alternativa entre democracia e barbárie nunca esteve colocada de forma tão concreta e dramática como agora. E esses caminhos estão representados pelas candidaturas de Fernando Haddad e Jair Bolsonaro à presidência da República.
Não se trata de uma escolha entre PT e anti-PT. Não é essa polarização que estamos vivendo. Também não está em jogo o combate à corrupção. O que realmente está sendo decidido é muito maior e mais grave do que isso.
Haddad representa o caminho que permitirá à sociedade seguir o rumo da democracia, fazendo as correções de rota que precisam ser feitas, respeitando as liberdades, a diversidade e o estado democrático de direito. Ele anunciou a revogação da reforma trabalhista e do congelamento por 20 anos dos investimentos sociais, como em saúde, educação e segurança. Também defende as empresas públicas, a retomada do pré-sal, a redução dos juros e a isenção do imposto de renda até cinco salários mínimos.
Já Bolsonaro, por inúmeras declarações feitas pelo próprio candidato e seus apoiadores, representa o caminho oposto: o caminho do ódio, das mentiras, da violência, do autoritarismo, da intolerância e da falta de respeito com a imensa diversidade social, racial e cultural que caracteriza o Brasil. Ele defende a volta da ditadura militar, que durou 21 anos e que perseguiu, censurou, torturou, matou e desapareceu com muitos brasileiros e brasileiras que pensavam diferente.
Nesta campanha de segundo turno, onde Bolsonaro se nega a participar de debates com Haddad, alguns dos espectros sociais mais sombrios que marcam a história do Brasil saíram do armário e se materializaram na sociedade: o racismo, o machismo, o ódio contra pobres e as chamadas “minorias”, a violência e a intolerância. Isso não pode continuar e o remédio para curar esses males é a democracia.
Por isso, manifestamos abertamente a nossa posição nesta encruzilhada histórica que o país vive. Apoiamos Haddad para presidente porque ele é o caminho que garante os direitos e a democracia.
Convidamos cada colega a assinar e compartilhar essa reflexão com seus parentes, amigos e vizinhos para aumentar essa corrente de opinião rumo à vitória nas urnas.
A escolha, que será feita, definirá o futuro do Brasil e das nossas vidas, o futuro dos nossos filhos, netos e bisnetos. Estaremos escolhendo o tipo de sociedade que queremos ter.
Ou uma sociedade edificada com base nos direitos, nos valores da democracia, do respeito ao próximo, do diálogo, da diversidade e da luta contra as desigualdades, ou uma sociedade que aposta nas armas, nas mentiras, na violência, na intolerância e no preconceito como modelo de convivência.
Assim, votar em Bolsonaro é votar contra si mesmo. Porém, votar em Haddad é proteger os direitos e a democracia, e construir um ambiente de paz, de tolerância e de garantia das liberdades públicas.