Apoio ao Professor de Artes CARLOS ALBERTO BOSQUÊ JUNIOR
Para: Reitoria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado de Rondônia - IFRO
Manifesto de apoio ao professor de Arte Carlos Alberto Bosquê Junior e repúdio à decisão da Diretoria e do Conselho Escolar do Campus de Guajará-Mirim, de apagar as pinturas de diversos alunos espalhadas pelo Campus, impedindo a continuidade do Projeto desenvolvido pelo citado professor.
Tal decisão da Diretoria e do Conselho Escolar fere a liberdade de ensinar, direito garantido na Constituição, consequentemente fere o Art. 3º da LDB 1996, que no inciso II sobre os Princípios do Ensino afirma “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”.
Ainda se contrapõe ao que diz a Base Nacional Comum Curricular, aprovada em 2017, sobre o ensino de Arte “as manifestações artísticas não podem ser reduzidas às produções legitimadas pelas instituições culturais e veiculadas pela mídia, tampouco a prática artística pode ser vista como mera aquisição de códigos e técnicas. A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experiência e a vivência artísticas como prática social, permitindo que os alunos sejam protagonistas e criadores” (BNCC, 2017, p. 191).
Posto isso, o ensino da Arte deve ser respeitado dentro das instituições, não cabendo imposições fundamentalistas e preconceituosas, que desrespeitam a liberdade do professor, a divulgação da cultura, do pensamento e da arte. E sobretudo, não permitindo que os alunos sejam protagonistas e criadores.
Assim sendo, lamentamos o acontecido e solidarizamos ao professor.