Liberdade Aos Brechós de Rua da Cidade
Para: Ex.mo Prefeito da Cidade de São Paulo, Bruno Covas.
Nós trabalhadores Paulistanos e imigrantes, homens e mulheres, negros e pertencentes há tantas outras etnias, residentes na Cidade de São Paulo, viemos por meio dessa petição pública revindicar a legitimidade do exercício dos Brechós de Rua; partindo do pressuposto entendimento que o direito ao trabalho é um direito universal de todos os homens e que seu reconhecimento como direito fundamental está condicionado ás diretrizes traçadas por cada ordenamento jurídico, sendo calcada pelo princípio textual na Constituição de 1988. Já sabemos assim como demonstra dados coletados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit):
Dados gerais do setor referentes a 2017 (atualizados em outubro de 2018):
- Faturamento da Cadeia Têxtil e de Confecção: US$ 51,58 bilhões; contra US$ 42,94 bilhões em 2016;
- Exportações (sem fibra de algodão): US$ 2,4 bilhões, contra US$ 1,0 bilhão em 2016;
- Importações (sem fibra de algodão): US$ 5,2 bilhões, contra US$ 4,2 bilhões em 2016;
- Saldo da balança comercial (sem fibra de algodão): US$ 2,8 bilhões negativos, contra US$ 2 bilhões negativos em 2016;
- Investimentos no setor: R$ 3,1 milhões, contra R$ 2,9 milhões em 2016;
- Produção média de confecção: 8,9 bilhões de peças; (vestuário+meias e acessórios+cama, mesa e banho), contra 5,7 bilhões de peças em 2016;
- Produção média têxtil: 1,3 milhão de toneladas, contra 1,6 miilhão de toneladas em 2016;
- Varejo de Vestuário: 6,71 bilhões de peças, contra 6,3 bilhões de peças em 2016;
- Trabalhadores: 1,5 milhão de empregados diretos e 8 milhões de adicionarmos os indiretos e efeito renda, dos quais 75% são de mão de obra feminina;
- 2º. maior empregador da indústria de transformação, perdendo apenas para alimentos e bebidas (juntos);
- 2º. Maior gerador do primeiro emprego;
- Número de empresas: 27,5 mil em todo o País (formais);
- Quarto maior produtor e consumidor de denim do mundo;
- Quarto maior produtor de malhas do mundo;
- Representa 16,7% dos empregos e 5,7% do faturamento da Indústria de Transformação;
- A moda brasileira está entre as cinco maiores Semanas de Moda do mundo;
- Temos mais de 100 escolas e faculdades de moda;
Sem a intenção de descaracterizar toda uma rede de atuação, nós trabalhadores de artigos de vestuário sustentável visamos a abertura de um novo braço articulado do setor da moda, por entender que mais que Imprescindível é a adaptação de hábitos para a melhoria da qualidade de vida e das riquezas naturais. A moda sustentável vem gerando milhares de empregos na cidade, tem
trabalhado com condicionamento de materiais recicláveis, ajudando milhares de instituições beneficentes, dando acesso a pertencentes de classes sociais de baixa renda, a moda sustentável traz oportunidade ao cidadão de expressar seus valores, causando abertura maior de parâmetros de discussões a respeito da construção da identidade de gênero, possibilitando a livre expressão do ser humano, e da cidade por meio da representação do direito de se vestir.