NÃO AO GOLPE DA PREFEITURA DE SÃO PAULO CONTRA O SAMU.
Para: Exmo Sr. Prefeito Minicipal de São Paulo Bruno Covas.
Nós cidadãos da Cidade de São Paulo, abaixo assinamos contra o fechamento das Bases do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), serviço de essencial à população. Atualmente as ambulâncias estão alocadas em pontos estratégicos nas diversas regiões da Cidade de São Paulo, portanto somos contra a realocação das viaturas e profissionais desse serviço conforme a publicação no Diário Oficial da Cidade de São Paulo em 23/02/2019 Comunicado nº 606/2019-SMS.G/COGEP. Atualmente, o Governo Federal repassa ao o município uma verba destinada a 122 ambulâncias para prestarem atendimento initerrupto na cidade de SP. Com a proposta de descentralização do serviço, para não perder o repasse financeiro, teremos apenas 61 ambulâncias operando em cada turno de 12 horas, ou seja metade atenderá durante o dia e metade durante a noite somando 122. Cabe ressaltar ainda, que as ambulâncias de suporte avançado (com médico, enfermeiro e condutor) as quais recebem mais recurso, terão grande prejuízo na distribuição estratégica pela cidade já que permanecerão duas ambulâncias UTI por base, uma circulará de dia e outra a noite somando juntas 24hs e receber a verba integral como se as duas estivessem em operação em período integral. Sendo assim, ao invés de contratar funcionários e colocar as 122 ambulâncias em operação durante as 24 horas, teremos apenas 61 a cada 12 horas. Isso é tentar enganar a população e o Ministério da Saúde. Cabe ressaltar que isso trará prejuízo á população com a demora do deslocamento dessas viaturas que estarão em pontos de difícil acesso, e para os profissionais que irão para bases sem a mínima condição de recebimento dos mesmos. Ressaltamos ainda que os profissionais prestam serviço á população em diversas condições climáticas, em locais ondem podem se sujar com sangue, secreções e etc, necessitando de um ambiente para banho. Soma-se a isso o fato de que os profissionais não tem hora específica para refeição e necessitam de ao menos uma copa com geladeira e microondas e acomodação para suprirem necessidades básicas de alimentação e higiene pessoal entre um atendimento e outro. A descentralização não favorecerá o munícipe e sim causará mais danos, e que a alegação da Diretoria do SAMU e PMSP de que aumentará o número de bases de 58 para 78 não procede, e que essa descentralização verdade é uma manobra para não perder o repasse da verba do governo Federal. Sendo assim, somos contra o Fechamento de Bases do SAMU em pontos estratégicos e a realocação dos profissionais desse serviço para espaços insalubres.