CONTRA a volta dos rodeios em Itapetininga SP
Para: Sra. Prefeita Simone Marquetto, vereadores e vereadoras.
A apresentação de animais nas festas de rodeio está proibida desde 2013 em Itapetininga, interior de São Paulo. Permitir que os animais sejam explorados e maltratados configura um verdadeiro retrocesso social e cultural, já que cultura baseada em sofrimento não é cultura, é tortura. No entanto, a Câmara Municipal de Itapetininga está discutindo a volta dos rodeios na cidade.
Não podemos deixar que isto aconteça! Os rodeios são eventos que, além de não fazerem parte da cultura brasileira, causam sofrimento, dor e até a morte de animais. Não existe rodeio sem maus tratos aos animais: o touro, cavalo ou boi pula na arena porque sente dor, aflição, e medo.
Existem diversos laudos oficiais atestando o sofrimento e maus-tratos aos animais utilizados em variadas práticas, destacando-se os laudos emitidos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro.
Muitos países europeus, como Portugal e Espanha, percursores do rodeio, hoje ostentam políticas contra a prática das touradas e outros eventos que envolvam sofrimento de animais.
Os peões do rodeio são sub-proletários que arriscam suas vidas (muitos ficam paraplégicos ou morrem). As pessoas que vão aos rodeios também correm o risco de morrer, como ocorreu em Jaguariúna em 2009 quando quatro pessoas morreram pisoteadas.
Os rodeios são eventos de alienação social e política tal como a política do pão e circo da Roma antiga, que servem apenas para anestesiar a população, além de desrespeitarem os direitos dos animais. Os rodeios servem para enriquecer os capitalistas do agro-negócio que querem lucrar com a exploração total dos animais.
Aparentemente a humanidade regride. O homem do milênio, Francesco de Bernardone, que se tornou conhecido como Francisco de Assis, chamava todas as criaturas de irmãs. Em pleno século XXI, há quem se entusiasme a causar dor a seres vivos e se escude na legalidade formal para legitimar práticas cujo primitivismo é inegável.
Destarte, representando aqueles que não podem se defender, reiteramos nossa súplica para que mantenham a proibição desse evento que provoca danos a dignidade e integridade física dos animais.
Certo que agirão com justiça e sabedoria.