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Abaixo-Assinado contra as alterações nos pré requisitos da transferência interna de curso na Universidade de Brasilia

Para: . Exa. Márcia Abrahão Moura, Reitora da Universidade de Brasília, Decanato de Ensino de Graduação e ao Secretário de Administração Acadêmica

Pedimos, por meio deste, a apreciação de nosso requerimento pela V. Exa. Márcia Abrahão Moura, Reitora da Universidade de Brasília, como também ao Decanato de Ensino de Graduação e ao Secretário de Administração Acadêmica, que reconsidere a decisão de alterar os requisitos para mudança de curso de dois semestres para três semestres concluídos, incluindo as disciplinas optativas do curso de origem, como pré requisito para transferência de curso, e que quando previsto mudanças dessa estrutura, que seja previamente comunicado, oficialmente e com no mínimo dois semestres prévios até a mudança definitiva no site da SAA, onde se resguardam as informações sobre a alteração para que os estudantes possam se preparar adequadamente.

Ao entrar na Universidade de Brasília, existe a possibilidade de ocorrer uma não identificação na área escolhida, e quando isso acontece, a partir do leque de matérias disponíveis a cursar, encontramos disciplinas que mudam a perspectiva de mundo e nos enamoramos por outra área do conhecimento, e, inevitavelmente por outro curso. Então procuramos alternativas para mudança de curso, e na maioria dos casos , nos preparamos baseados nos editais anteriores no site da SAA, sendo assim, após fazer pelo menos as matérias obrigatórias dos dois primeiros semestres do fluxo e os 24 créditos do curso que se pretende a transferência, começamos o planejamento e as expectativas do nosso futuro na área que tanto estimamos.

Sem nenhum aviso prévio e oficial, ocorreu uma mudança nos critérios disponíveis no site da SAA, que agora informa que é necessário cursar matérias optativas e obrigatórias dos 3 primeiros semestres do curso de origem que o estudante não se identifica mais e que, por vezes, pode causar sofrimento psíquico e possível evasão ao forçar o estudante a estar nessa situação, adiando cada vez mais o sonho de fazer o curso que o mesmo tanto almeja. Nenhum estudante gostaria de se encontrar nessa situação que muitos se encontram neste exato momento. Essa mudança pode ser considerada um desserviço à Universidade, já que cada aluno representa um gasto público, estaremos ocupando vagas em disciplinas simplesmente para cumprir pré-requisitos, sendo desmotivados para a pesquisa e extensão, já que não teremos acesso às disciplinas restritas da área em que almejamos, deixando de trazer melhorias para a sociedade, indo totalmente contra o projeto em que foi criada essa Universidade.

Analisando informações, foi observado que em 2015 a resolução CEPE nº 193/2015 apresentava parte dessa proposta de modificação, porém nos anos seguintes a regra não foi seguida e apenas está sendo implementada em 1/2019, e como dito antes, sem aviso prévio, mostrando grande falta de respeito com o estudante que vem se preparando para mudança de curso nesse semestre.

A respeito da exigência para que se cumpra as disciplinas optativas dos três primeiros semestres do fluxo, é uma contradição com o Art.89 § 1° do Regimento Geral, já que lá fica claro que são disciplinas oferecidas para a escolha do aluno, sugestões dentre outras opções, sendo ilógico sua obrigatoriedade para cursar outro curso que talvez sequer tenha aproveitamento das mesmas. Além do exposto, também encontramos impedimentos até mesmo com a oferta das mesmas, que como não são obrigatórias, não têm a garantia de serem ofertadas todo semestre. Expor o aluno a tal situação chega a ser desumano.

Vemos essas novas regras como forma de dificultar a autonomia do aluno em cursar o que realmente tem vocação, já que é na Universidade que temos a oportunidade de realmente vivenciarmos o contato com a futura profissão. Com isso, talvez pretendam nos desestimular à alteração de opção, mas não consideram o fato que já enfrentamos as adversidades da vida universitária, a pressão por alto rendimento por conta da média ponderada, e a alta concorrência por essas vagas. Por se tratar de Universidade pública, essas vagas ociosas sempre precisarão ser ocupadas, então cabe à Universidade facilitar o acesso à elas, não o contrário, pois quem é selecionado já passa por critérios o suficiente para mostrar competência e aptidão para tal mudança.

Com esse abaixo assinado, solicitamos a reavaliação da situação, em respeito aos estudantes, seus respectivos sonhos e pelo compromisso com a Educação Brasileira.
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Esta petição foi criada em 07 abril 2019
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