VALE DO MUCURI #FiqueEmCasa CUIDE DE QUEM VC AMA!
As autoridades de saúde do Município do VALE DO MUCURI (MG)
Manifestamos nossa preocupação com a PANDEMIA.
Manifestamos o apoio às determinações da OMS.
A Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG está monitorando a capacidade do vírus ser transmitido pelo esgoto.
A Universidade Estadual Paulista realizou um estudo encomendado pelo governo daquele estado em que é demonstrado o risco de ações de afrouxamento do isolamento social em cidades médias, como a nossa Teófilo Otoni.
A Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Campus Teófilo Otoni, apresentaram uma previsão sobre a evolução da infecção da COVID-19 e apresentam dados que merecem consideração. No pico da contaminação sem nenhuma medida de isolamento social teríamos 71.932 casos, e nesse caso, deveríamos contar com 2.734 leitos de UTI, possuímos 36 nas redes públicas e privadas. Com as medidas do que chamam de isolamento vertical, teríamos 34.527 casos e uma demanda de 1.312 leitos de UTI. E mesmo com o isolamento total, seriam 2.877 infectados com a necessidade de 109 leitos de UTI. Portanto, senhor Prefeito, no melhor dos cenários teremos mais de 70 pessoas não tendo o atendimento devido, e que dos 36 leitos de UTI instalados, não estariam completamente disponíveis para tratamento da COVID-19. Estes dados não levam em consideração o fluxo das cidades do entorno, uma vez que na região possui quase um milhão de habitantes. E os modelos estatísticos ainda não dão conta da realidade de nossas favelas e aglomerados.
Leva-se em consideração a subnotificação da COVID-19.
O Ministério da Saúde-MS não possui dados robustos, uma vez que estados não têm padronização das informações entre si. Lembramos que a chamada curva de contágio em Minas Gerais é maior que a curva de contágio nacional, não levados em conta casos de infectados assintomáticos ou que venham a óbito sem testagem. Nesse sentido, há um fator mais agravante, não há testes o suficiente a elaboração de séries estatísticas robustas e confiáveis.
Autoridades da Saúde, sabemos muito bem o custo de tudo isso. Nós é que somos as trabalhadoras e os trabalhadores que geram a riqueza e o chamado desenvolvimento econômico. Nós não queremos nossos entes queridos infectados e alguns deles mortos.
As empresas podem e devem ser socorridas e amparadas, mas o que serão delas sem a nossa segurança?
Pedimos que a Constituição Federal de 1988 seja respeitada e que as orientações das principais autoridades sanitárias e médicas de Minas Gerais, do Brasil e do mundo sejam ouvidas.
Decretar o fim do isolamento horizontal é colocar em risco a população que o senhor tem por obrigação cuidar.