Petição Aula presencial só com todos vacinados.
Para: Secretaria Municipal de Educação e Prefeitura Municipal de Ouro Preto.
Nós, mães, pais e responsáveis por estudantes da rede pública e privada temos acompanhado forte pressão do Governo do Estado de Minas Gerais para o retorno às aulas presenciais das escolas estaduais, em plena pandemia.
Esse retorno estaria condicionado à "Onda" na qual cada região mineira se encontra. Essa "Onda", além de não ter critérios transparentes à população, é baseada na taxa de internados e leitos ocupados em Hospitais. Em momento nenhum aponta para as taxas de infecção, que cada vez têm se tornado maiores, causando, além de contaminação massiva, o aumento do risco de surgimento de novas cepas do COVID-19 (cepas que, inclusive, podem tornar as vacinas ineficazes).
Essa contaminação, com um retorno às aulas presenciais, também terá um aumento exponencial, sobretudo considerando que tanto estudantes quanto profissionais da educação circulam em transportes públicos, vans, transportes escolares, frequentam o comércio local, tornando vulnerável não apenas a localidade das escolas, mas a toda a comunidade.
O retorno presencial deve estar condicionado à vacinação de, pelo menos, 70% de toda a população: não só munícipes, muito menos apenas profissionais da educação. E essa ampla vacinação está condicionada também à vacinação de crianças, às quais, estão ainda mais vulneráveis: primeiro por irem a óbito 7 vezes mais que em outros países, como aponta pesquisa realizada em junho de 2021 pela Universidade Federal de Minas Gerais; segundo por sequer estar garantida a vacinação segura de crianças menores de 12 anos, como apontam profissionais de saúde em reportagem cedida à revista Crescer de junho de 2021 (tornando crianças pequenas potencialmente mais vulneráveis).
Nesse sentido, a Prefeitura Municipal de Ouro Preto precisa impedir o retorno presencial da educação pública e privada, por meio de um decreto que condicione o retorno à ampla vacinação e não aos critérios do Minas Consciente, bem como intensificar orientações ao não retorno, possibilitando melhores condições de acesso ao ensino remoto emergencial de profissionais e estudantes.
Para Minas realmente ser consciente, é necessário proteger a todos; omitir-se é tornar-se cúmplice de uma política de morte.