NÃO AO PEDÁGIO EM CAPELA DE SANTANA - RS
Para: SECRETARIA DE LOGÍSTICA E TRANSPORTES DO RS, EXMO. SR. SECRETÁRIO JUVIR COSTELLA (MDB), EMPRESA GAÚCHA DE RODOVIAS (EGR) E GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Os Poderes Legislativo e Executivo de Capela de Santana, juntamente com a comunidade, solicitamos ao Governador Eduardo Leite, Secretário de Logística e Transportes Juvir Costella (MDB) e representantes da EGR – Empresa Gaúcha de Rodovias a NÃO instalação da praça de pedágio em nosso Município, proposta pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, pelas razões a seguir expostas:
1º Nossa economia já é afetada por sermos o Município menos desenvolvido da Região Vale do Caí e no momento atual, devido à pandemia da Covid-19, as dificuldades estão sendo ainda maiores para TODOS, e o que se vê é o abusivo e desnecessário serviço de pedágio ser colocado “goela abaixo” dos Capelenses.
2º - O pedágio prejudicará o deslocamento dos pacientes de Capela de Santana, situada na região 8 dentro da 1CRS, para o Hospital de Montenegro, o qual é referência em urgência e emergência. Esta instituição de saúde representa muito na saúde dos munícipes Capelenses, pois não apenas serve de unidade de internação hospitalar clínica geral, como é Hospital de referência em internação da COVID-19. É referência também no atendimento em hemodiálise (atualmente estamos com 9 pacientes realizando tratamento, 3 vezes por semana, no setor de nefrologia do Hospital Montenegro). É também referência para avaliações psiquiátricas de urgência no setor de psiquiatria do Hospital. Para esta instituição, Capela de Santana foi referenciada com consultas eletivas para as especialidades de Cirurgia Geral, Gastroenterologia, Hematologia, Ginecologia cirúrgica, Cirurgia bucomaxilofacial, mamografia bilateral, endoscopia, colonoscopia, ecocardio transtorácica, mas que devido a pandemia da COVID-19 estão suspensas. Vale ressaltar também que todos os partos das gestantes de Capela de Santana são realizados no setor de obstetrícia do Hospital Montenegro.
3º - Atualmente, grande parte da classe trabalhadora de Capela de Santana, necessita deslocar-se para municípios da região, na busca de emprego e prestação de serviços em geral, com objetivo de manter o sustento de suas famílias, não podendo suportar com mais este custo de deslocamento.
4º - A instalação da praça de pedágio em nosso Município, certamente será considerada na análise de empresas, prestadores de serviços, comerciais, entre outros interessados em empreender e contribuir para o crescimento da nossa cidade; o que tornará nosso município menos atrativo.
5º - A Grande parte da economia do Município, tem como base o setor primário. A instalação da praça de pedágio, certamente aumentará o custo de produção, prejudicando a competitividade de nossos produtos, uma vez que, grande parte, são comercializados em municípios da região, ligados pela RS 240 e outras rodovias regionais.
6º - A instalação da praça de pedágio, assim como pretende o Governo Estadual, comprometerá o crescimento econômico e social de Capela de Santana, bem como, manterá o município no isolamento em relação aos demais municípios, impedindo o seu desenvolvimento.
7º - É incalculável o impacto na geração de emprego e renda na economia local, dificultará o escoamento de sua produção, com o aumento do transporte, mão de obra, matéria prima, entre outros insumos impactados pela elevação de seus custos.
8º - Há muito tempo o Município de Capela de Santana vem batalhando na busca de recursos para efetivar a ligação asfáltica do Município até a BR 386, através da construção da transaçoriana, importante rodovia que impulsionará o crescimento de Capela de Santana, tendo em vista a sua localização geográfica e região.
9º - Portanto, a instalação da praça de pedágio, além de dificultar o crescimento de toda a nossa região, impactará em muito a continuidade do crescimento do nosso município, mantendo o isolamento e o empobrecimento de seu povo.
Queremos lembrar o Governo Estadual que este Município já vem pleiteando há muitos anos a reconstrução do Instituto Estadual Manoel de Almeida Ramos (IEMAR), necessidade BÁSICA de ensino para nossos munícipes. Outra demanda, ESQUECIDA pelo Governo Estadual, é a cedência do CTML, área de terra com cerca de 104 hectares, que hoje é de poder do Estado e que encontra-se abandonada em nossa cidade, podendo ser usada como, por exemplo, um distrito industrial, proporcionando geração de emprego e desenvolvimento para o nosso Município.
Atenciosamente;
Prefeito José Alfredo Machado e Vice Prefeito Pedro Oddone Rogrigues da Silva;
Vereadores:
Presidente Oziel Carlebe Rangel,
Cleomar da Silva,
Felipe Borba,
Dilceu da Conceição,
Leonel Fagundes da Rosa,
Maria Helena da Silva,
Loreni Domingas de Pariz,
Volmir Antônio Nickhorn e
Júlio Bondann