Fica CCA Gracinha e CCA Clarisse
Para: Ministério Publico
Os CCA Clarisse e Gracinha são serviços de convivência e fortalecimento de vínculos que por trinta anos trabalham para garantir direitos, desenvolvendo protagonismo e cidadania nas crianças e nos adolescentes e atuando igualmente para o fortalecimento cultural de famílias, comunidade e território.
Os prédios das unidades precisam, por lei, de obras de acessibilidade. A ASPF se comprometeu a realizá-las diante do Ministério Público e da Secretaria de Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, em resposta ao processo aberto pelas famílias do CCA Gracinha, e manteve essa promessa por anos, alimentando assim a esperança de que as obras seriam realizadas e que o serviço continuaria. Agora, em meio a uma crise socioeconômica e uma pandemia sem previsão de fim, a instituição alega motivos financeiros para o fechamento das unidades, mas não apresenta os detalhes orçamentários que a levaram a tal decisão e nem esclarece as dúvidas relativas ao tema.
A continuidade dos serviços não só é necessária, mas obrigação do poder público, pois entende-se que, com o fechamento dos Centros, as vítimas estão sendo duplamente punidas: os vínculos construídos estão na iminência de serem rompidos e, mais importante, não estão sendo garantidos direitos essenciais às crianças e aos adolescentes, às famílias e à comunidade.
Por isso, é direito e prioridade que os serviços continuem a ser oferecidos com a mesma e notória qualidade que os tornaram referência no território.