ABAIXO-ASSINADO CONTRA AS DEMISSÕES INJUSTAS DE TRABALHADORAS DO CCMN/UFRJ
ABAIXO-ASSINADO CONTRA AS DEMISSÕES INJUSTAS DE TRABALHADORAS DO CCMN/UFRJ
Nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso repúdio à demissão injusta de trabalhadoras terceirizadas, em especial da diretora da ATTUFRJ Luciana Calixto, que há mais de uma década trabalha no Instituto de Geociências (IGEO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Manifestamos ainda toda solidariedade às trabalhadoras injustamente demitidas em meio a pandemia do coronavírus e não contratadas pela empresa terceirizada Foccus Administradora de Serviços no quadro de funcionários que prestam serviços de limpeza no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) da UFRJ. Entendemos que pode se configurar perseguição política aos trabalhadores organizados, uma vez que não houve redução, mas aumento das vagas, sendo injustificável a não incorporação de trabalhadoras que já prestam serviços de excelência para a UFRJ.
Esperamos que essa decisão seja revista e que todas as trabalhadoras injustamente demitidas sejam contratadas pela empresa terceirizada, de forma a assegurar o direito de se manifestar e de se organizar para lutar por seus direitos.
Por fim, compartilhamos abaixo a NOTA CONJUNTA CONTRA AS INJUSTAS DEMISSÕES NO CCMN, assinada pelas entidades representativas dos trabalhadores e estudantes da UFRJ.
Movimento Docente de Luta pela Base
NOTA CONJUNTA | CONTRA AS INJUSTAS DEMISSÕES NO CCMN
O Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) está passando pela troca de empresa no serviço de limpeza e mais uma vez as trabalhadoras e trabalhadores terceirizados saem perdendo, como infelizmente tem acontecido em diversos setores da UFRJ. Mesmo tendo o aumento de vagas de 29 para 31 funcionários a nova empresa cortou do quadro de funcionários 5 trabalhadores. Num ato sem qualquer justificativa clara, a nova empresa, a Foccus Administradora de Serviços, jogou no exército de desempregados brasileiro pais e mães de família, incluindo a diretora da ATTUFRJ Luciana Calixto, que há mais de uma década trabalha no IGEO.
Há um bom tempo que a ATTUFRJ vem questionando e sinalizando a perseguição aos trabalhadores que são organizados e lutam pelos seus direitos. Mesmo sendo assídua e competente nas suas tarefas no serviço de limpeza do IGEO, como professores, técnicos e alunos em várias ocasiões sempre reafirmaram, a diretora não foi inserida na nova empresa que assumirá as unidades do CCMN. Mais uma vez, fica notório perceber que a prática de combater a organização dos trabalhadores tem muito espaço na UFRJ.
Ainda em 2020 situação similar ocorreu com o trabalhador de limpeza da Praia Vermelha e, também, diretor da ATTUFRJ Robson Carvalho. Tudo porque o companheiro questionava os cortes de vale transporte e vale alimentação de trabalhadores terceirizados.
O momento de pandemia escancara mais ainda este drama do mal da terceirização do serviço público, quando trabalhadores não têm o direito de se manter em isolamento para não correrem o risco de perderem emprego devido a "não necessidade dos serviços". Fato diretamente ligado a política do Estado Brasileiro em não proteger a classe trabalhadora na pandemia, mas trabalhar cotidianamente para executar cortes nos minguados orçamentos das universidades.
Outra questão que salta aos olhos é o atropelo frente à unidade na qual Luciana trabalhava. O Instituto de Geociências - IGEO (Direção e fiscalização do contrato) não foi consultado pela empresa e quando questionada, a mesma não tomou providências para modificar a postura.
Diante disto, a ATTUFRJ convoca a solidariedade de todas as entidades de classe e comunidade acadêmica da UFRJ para revertermos esta injustiça em defesa da permanência da nossa companheira e dos demais trabalhadores na nova empresa. Pois, se o novo contrato não fez cortes de vagas na equipe de trabalhadores, mas sim abriu mais vagas, fica a pergunta do porquê essas pessoas não terem sido incluídas pela empresa.
Os trabalhadores terceirizados, de um modo geral, já sofrem com a opressão, e muitos são forçados a calar-se por medo de demissões. Onde estão os direitos, por que não podem reivindicar salários e benefícios em dia?
Esperamos que dessa vez prevaleça o profissionalismo da trabalhadora e não o julgamento errôneo por ela lutar pelos seus direitos, igualdade e respeito a todos os trabalhadores.
Vale lembrar que a UFRJ tem uma história de luta de seus servidores por direitos trabalhistas e por uma Universidade livre e igualitária. Por isso, chamamos a todos e todas da comunidade acadêmica da UFRJ a se somar nessa luta para garantir a permanência da nossa diretora e dos demais trabalhadores no serviço de limpeza da UFRJ.
ATTUFRJ
DCE Mário Prata
ADUFRJ
SINTUFRJ
APG - UFRJ