Aula presencial só com 70% da população vacinada
Para: Secretaria Municipal de Educação de Maricá
Nós, trabalhadores da educação da cidade de Maricá, viemos a público afirmar que a única forma SEGURA de retorno às aulas presenciais é com a vacinação (primeira e segunda dose) de TODOS os profissionais da educação e 70% da comunidade escolar. Infelizmente, a prefeitura de Maricá deseja retornar as aulas presenciais com os profissionais tendo tomado apenas a primeira dose da vacina.
Os índices de mortes no Brasil estão mais de 1200 óbitos diários, em média e a pandemia em Maricá já vitimou 412 vidas. O ritmo lento da vacinação e o número atual de vacinados não garante a segurança necessária para o retorno presencial. Educadores vacinados/as ainda podem transmitir o vírus para alunos, outros trabalhadores e para pais e mães, muitos destes, que ainda não foram vacinados! Não somos responsáveis pela falta de vacinas no país e pela demora em reabrir escolas. As escolas estão fechadas porque o governo Bolsonaro não comprou vacinas antecipadamente!
As crianças e pré-adolescentes não são imunes ao vírus. O Brasil já é o segundo país no mundo com maior número de mortes por Covid-19 em crianças de 0 a 9 anos e em 2020, mais de 2400 crianças e adolescentes morreram desta doença e de síndrome respiratória aguda. Esses números não são cifras isoladas, mas histórias de vida, sofrimento para mães e pais, que perderam dolorosamente seus filhos! Mortes que poderiam ter sido evitadas.
Não vale o risco de retorno irresponsável e precoce agora, apenas com a primeira dose da vacina! Não queremos e não podemos aceitar isso para nossos alunos.
Não existe protocolo de saúde seguro para reabertura das escolas. O único protocolo é a imunização (vacinação de 70% da população, com 1ª e 2ª dose). A escola é local de troca, socialização, atenção individualizada. Nada disso é possível neste momento.
Voltar às aulas presenciais com máscaras, sem poder se aproximar dos alunos, tendo que impedir que eles se aproximem e com risco de infecção de pais e mães, nada disso cria um ambiente de ensino e aprendizagem. Os trabalhadores da educação defendem "A Greve pela Vida!" caso a prefeitura continue com o propósito de expor alunos e educadores às aulas presenciais antes da vacinação completa.