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MuseUmbanda um resgate necessário da história do Brasil

Para: A sociedade mundial

MuseUmbanda: Um resgate necessário da história do Brasil

São Gonçalo no estado do Rio de Janeiro, foi o berço da anunciação de um dos maiores eventos religiosos que o Brasil testemunhou, em 1908, com influências do Catolicismo, rituais indígenas, da Macumba Carioca e do Espiritismo de Alan Kardec, nascia o culto de Umbanda, religião que passaria a ser reconhecida mundialmente como a Religião do Brasil.

Na primeira década do século XX ocorreu a anunciação da prática umbandista e o que muitos consideram como “nascimento” dela. Aos 17 anos de idade Zélio Fernandino de Moraes preparando-se para entrar na Marinha Brasileira passou a apresentar problemas de saúde (paralisias, sintomas de epilepsia) entendidos por muitas religiões mediúnicas como sintomas de “afloramento mediúnico”. Após o insucesso com a medicina, padres e benzedeiras, foi encaminhado a um templo espírita kardecista, a Federação Espírita de Niterói, sob liderança de José de Souza. No dia 15 de Novembro de 1908, Zélio de Moraes incorporou um espírito com trejeitos diferentes dos espíritos que se manifestavam nas reuniões Kardecistas, e que ficaria conhecido depois como o espírito de um caboclo. O espírito manifestado, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, foi interpolado pelos dirigentes a respeito do que lá fazia, já que esboçava um arquétipo diferente das entidades kardecistas, e avisou que no dia seguinte, na casa de Zélio, no dia 16 de Novembro de 1908, seria fundada uma nova religião a qual aceitaria as enunciações de espíritos de pretos e índios, àquela época considerados poucos evoluídos pelo kardecismo.

Segundo anunciado, no dia 16 de Novembro, por volta das 20h uma multidão composta por espíritas, curiosos, católicos, vizinhos e desconhecidos arrodearam a casa de Zélio de Moraes, situada na época à Rua Floriano Peixoto n° 30, Neves, São Gonçalo, Rio de Janeiro, quando novamente manifestou o espírito Caboclo das Sete Encruzilhadas, que ditou o nome da religião e instituiu os fundamentos teológicos, doutrinários e ritualísticos da Umbanda. Além disso, deu nome ao espaço onde ocorreria as “sessões” : Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.

O nascimento da Umbanda é uma temática polêmica. Tendo em vista a pluralidade etimológica e sobre a sua origem, muitos autores, a exemplo de Brown (1985), Santos (2012), Rohde (2009), Pinheiro (2009) e, por associação, Chauí (2006) se referem à oficialização do nascimento dessa religião (ou pelo menos algo próximo e em sinonímia) como “mito de sua origem”, para se referirem ao dado “marco zero” do culto de Umbanda em 1908.

No ano de 1918, fundaram-se sete tendas para a propagação da Umbanda: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia, Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição, Tenda Espírita Santa Bárbara, Tenda espírita São Pedro, Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge e Tenda Espírita São Gerônimo. Até a morte de Zélio em 1975, mais de 10.000 templos foram fundados além destes iniciais.

Desde sua gênese até os dias atuais a Umbanda já teve várias vertentes e possibilidades, um projeto de "embranquecimento", um projeto "anti-africanista e um pró-africanista, já tentou ser unificada em vários congressos e conferências, já sofreu perseguição política e policial do Estado Brasileiro, já teve uma grande ascensão e hoje sofre com um inimigo mais afinado, a intolerância religiosa, criada pelos movimentos neopentecostais.

Por conta de toda perseguição que sofre, foi que em 2011 a casa aonde nasceu a Umbanda em Neves São Gonçalo, foi vendida pela família de Zélio e a Prefeitura de São Gonçalo, gerida por uma Prefeita evangélica, não teve interesse algum de salvaguardar esse patrimônio histórico e proteger para as futuras gerações o local que foi o Marco Zero da Umbanda no mundo.

Portanto, como uma reparação da dívida histórica, um grupo de pensadores e umbandista da cidade de São Gonçalo, resolvem criar o Projeto MuseUmbanda, que será um marco no resgate necessário dessa história da humanidade. O Museu será muito mais que uma estrutura física, chegando mesmo a ser utilizado como escola, oficina de saberes, multiplicação do conhecimento ancestral e formação geral de pessoas antirracista. Servirá também como uma porta aberta para acolher pessoas e receber denuncias e queixas de Intolerância Religiosa em nossa cidade.

O sonho é grande, mas o momento é esse. A Umbanda precisa de você.

Venha conosco e assine essa petição.

Projeto MuseUmbanda




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