Agradecimento a PMPR
TUAÇÃO DA POLÍCIA NA RUA RAUL POMPEIA
AGRADECIMENTO DA POPULAÇÃO
A população de bem, que reside, trabalha, mantém negócios e transita pela Rua Raul
Pompeia e imediações, no Bairro Cidade Industrial de Curitiba, juntamente com seus
familiares e amigos, que sofreram ou acompanharam os gravíssimos problemas
ocorridos na região nos últimos meses, vem pelo presente documento:
AGRADECER o trabalho que a Polícia Militar iniciou na região no dia 22 de outubro
do corrente ano e desde então continua, com o apoio dos órgãos da Prefeitura
Municipal;
ENALTECER a maneira com que o trabalho vem sendo conduzido, com firmeza,
determinação e inteligência, caso contrário o grave problema persistiria e poderia até
se agravar;
PEDIR que a Polícia Militar e os órgãos da Prefeitura continuem atendendo a região,
tão carente da presença e atuação do poder público, e que vem sendo alvo de
desordeiros e infratores da lei;
ESCLARECER a população, a respeito da propagação de informações tendenciosas,
por parte de alguns veículos de imprensa e de pessoas desinformadas nas mídias
sociais, em relação à ação policial ocorrida na madrugada do dia 23 de outubro de
2021
Várias matérias afirmam, que a operação policial tinha por objetivo “fiscalizar o
cumprimento de medidas contra o coronavírus”. É mentira. A finalidade era
RESTABELECER A ORDEM, atendendo o clamor das pessoas dessa região, que
sofriam com o desrespeito aos seus mais elementares direitos, como segurança e
repouso.
Vale lembrar que nos últimos meses, especialmente nos feriados e finais de semana,
no trecho da Rua Raul Pompeia, entre as ruas transversais, Darci Vargas e João
Alexandre Kopp, funcionavam festas ao ar livre, aos moldes dos conhecidos
“pancadões” ou "bailes funk", que atormentavam toda a região, envolvendo vários
crimes, entre eles: uso e tráfico de drogas, corrupção de menores, perturbação do
sossego, direção perigosa, embriaguez ao volante, depredação do patrimônio, e
outros.
A vizinhança não suportava mais. Centenas de pedidos de socorro dirigidos à Polícia
Militar, à Guarda Municipal, à Prefeitura de Curitiba e inclusive à imprensa, ficavam
sem resposta efetiva por várias semanas, em razão da dimensão e complexidade do
problema. A situação tornou-se tão severa, que moradores precisavam tomar remédio
para dormir, e ainda assim não conseguiam. Moradores antigos da região, que tiveram
condições, precisaram se mudar.
Alguns deixavam suas casas nos finais de semana, procurando abrigo na residência
de familiares. Outros tentavam dormir utilizando protetores auriculares (abafadores).
Outros passavam as noites inteiras acordados, enquanto as suas janelas tremiam,
com o som ensurdecedor de: equipamentos instalados em porta-malas de veículos,motos “cortando giro”, carros “fritando pneus”, pessoas gritando, brigando, bebendo e usando drogas. As calçadas e jardins se transformaram em banheiro e até motéis. Ao amanhecer as ruas ficavam tomadas de lixo e as paredes e calçadas acumulavam ainda fezes, urina e vômito.
Dezenas de ações foram desenvolvidas pela Polícia Militar e por órgãos municipais.
Foram feitas dispersões em diferentes horários da noite, em diversos dias da semana, por diferentes Unidades. Os estabelecimentos comerciais foram fiscalizados várias vezes. Multas foram lavradas em razão das irregularidades. Houve até pedido de cassação de alvará de funcionamento. Orientações e advertências foram dadas. Mas o problema se mantinha e se agravava. Parte da imprensa divulgou por dias seguidos
os pedidos de socorro, de toda uma população, divulgando imagens que pareciam ter sido gravadas em outros Estados.
Durante meses de intenso sofrimento e pedidos de socorro, as pessoas civilizadas
desta região, mulheres e homens, adultos e crianças, idosos e jovens, negros e
brancos, inclusive com problemas graves de saúde, sequer ouviram falar da:
Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, da Comissão dos Direitos Humanos da OAB, da Câmara de Vereadores e dos defensores dos fracos e oprimidos em geral. Enquanto centenas de Mulheres, depois de dias e semanas de exaustivos trabalhos, não encontravam repouso e paz em seus lares e estavam ficando doentes, onde estava o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher?
Onde estavam os especialistas e críticos de plantão, que se sentem em condições de apontar falhas nas ações dos Militares escalados na operação? Enquanto
profissionais da segurança são condenados por antecipação pela mídia, onde está a OAB para respeitar os direitos constitucionais consagrados, no que diz respeito à Presunção da Inocência, ao Devido Processo Legal, à Ampla Defesa e Contraditório, ao Juízo Natural, à Reserva da Jurisdição?
Na noite do dia 22 e madrugada do dia 23 de outubro, equipes da Polícia Militar, da
Guarda Municipal de Curitiba se reuniram na Raul Pompeia, de onde partiram para
atuação em toda a região sul de Curitiba. Entre os diferentes resultados mensuráveis, foram presos 14 indivíduos encontrados em situação de flagrante, de crimes como:
estupro de vulnerável, tráfico de drogas, direção perigosa, embriaguez ao volante, e
outros. No trânsito, 131 autos de infração foram lavrados e 19 veículos irregulares
foram recolhidos. Porém, o mais
importante resultado foi a defesa do direito de milhares que puderam dormir em suas casas naquela noite de sexta-feira e nas noites seguintes.
Infelizmente alguns estavam ganhando com a baderna e agora se sentem
prejudicados. Ao mesmo tempo em que a população, que tinha seus direitos tolhidos
pelos infratores, agradece e reconhece o trabalho desenvolvido na região pelos
órgãos de segurança, aqueles que lucravam com esses “pancadões”, passam a criticar, acusar e tentar desacreditar a Polícia Militar e os órgãos da Prefeitura.
As pessoas de bem precisam se organizar, apoiar as autoridades e acordar para os
intentos manipuladores, para os comunicadores inescrupulosos, para os especialistas oportunistas e para os hipócritas de plantão.novembro
Curitiba, PR, 08 de de 2021.