Contra o retorno das aulas presenciais para os alunos da Universidade Federal de Uberlândia
Para: Universidade Federal de Uberlândia
Alguns alunos estão se mobilizando em prol do retorno às aulas presenciais em função do descontentamento com o ensino à distância. Todavia, estão deixando de analisar dados importantes:
-O número de óbitos no Brasil em decorrência da covid-19 é superior a 633 mil.
- As vacinas possuem alta eficácia, porém não previnem completamente contra a covid. Algumas pessoas, mesmo vacinadas, além de se contaminarem com a doença desenvolvem casos graves e vão à óbito.
-Não existem informações a longo prazo acerca da durabilidade das vacinas. O que se sabe até o momento é que possuem duração de cerca de 6 meses, por isso recebemos as doses de reforço.
- Até a presente data (07/02/2022) apenas 24% da população brasileira recebeu a dose de reforço.
- A variante omicron, apontada por muitos como um indício para o fim da pandemia, apesar de possuir menor letalidade é mais contagiosa e tem causado hospitalizações em todo o mundo.
- Estudo em camundongo mostra que a omicron não induz anticorpos neutralizantes, diferente de outras variantes, como a Delta. Portanto, quem se contamina com a omicron, além de correr risco de vida, não desenvolve imunidade.
- Quatro estados brasileiros (CE, GO, PE e ES) já registraram uma ocupação de leitos para pacientes graves superior a 80% neste ano.
É importante mencionar que muitos alunos da UFU são de outras cidades ou estados. Logo, o retorno às aulas presenciais promoverá o deslocamento de indivíduos de diferentes regiões do país, o que aumentará a proliferação do vírus no ambiente universitário, tendo em vista que muitos locais ainda não apresentam os mesmos avanços na vacinação observados em Minas Gerais. Outrossim, os alunos que se encontram em diferentes localidades demandam de tempo e planejamento para obterem alojamentos adequados caso necessitem retornar para o ensino presencial.
O fato de podermos ficar por trás da tela de um computador neste momento é um privilégio e não um martírio. A proteção de nossas vidas deve prevalecer sobre o anseio por um retorno ao ensino presencial.