Cesarianas no ACRE não são respeitosas
Para: Hospital Santa Juliana, Maternidade Barbara Heliodora, SESACRE, Ministerio Publico do Acre, MS.
De acordo com as Diretrizes nacionais de atenção à gestante: operação cesariana, do Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. O Brasil vive uma epidemia de operações cesarianas, com aproximadamente 1,6 milhão de cesarianas realizadas a cada ano. Nas últimas décadas a taxa nacional de operações cesarianas tem aumentado progressivamente e a cesariana tornou-se o modo mais comum de nascimento em nosso país. A taxa de operação cesariana no Brasil está ao redor de 56%, havendo uma diferença importante entre os serviços públicos de saúde (40%) e os serviços privados de saúde (85%).
Sabendo do alto indice de cesariana ns instituiçoes do Acre sustentada via sus e Rede Cegonha, esse valor tem ultrapassado o que preconizado principalmente o que determina as diretrizes da Rede Cegonha.
Sabemos que quando realizada em decorrência de razões médicas, a operação cesariana é efetiva na redução da mortalidade materna e perinatal.Entretanto, a operação cesariana é frequentemente utilizada de forma desnecessária, sem razões médicas que possam justificar as altas taxas observadas em nosso meio, com indicações que as melhores evidencias cientificas ja derrubaram.
Assim essas diretrizes são documentos em conjunto que visam a orientar as mulheres brasileiras, os profissionais de saúde e os gestores, nos âmbitos público ou privado, sobre importantes questões relacionadas às vias de parto, suas indicações e condutas, baseadas nas melhores evidências científicas disponíveis. Evidenciando e corroborando que algumas boas praticas na operacão cesariana são benéficas para o binomio mamae-bebe.
Conforme alguns relatos de cesariana vividos nas instituições do Acre, tanto no interior quanto na capital muitas dessas boas praticas não são realizadas por todas as equipes plantonistas. Recebemos relatos positivos de algumas familias, principalmente de cesariana particulares, mas pelo SUS muitas mulheres se sentiram humilhadas, negligenciadas de forma psico emocional e muitas vezes abolidas dos direitos básicos como:
-CONTATO PELE A PELE COM SEU BEBE ( O mesmo apresentando condições favoráveis) conforme preconiza as melhores evidencias cientificas, leia a baixo:
Assegurar o contato pele a pele imediato e contínuo do RN saudável, com sua mãe é uma das recomendações preconizadas pelo Ministério da Saúde do Brasil (MS), fortalecendo os laços maternais e favorecendo também o aquecimento do RN que tem tendência a hipotermia. É importante verificar a temperatura do ambiente que deverá está em torno de 26 graus para evitar a perda de calor, colocando o RN sobre o abdômen ou tórax da mãe de acordo com sua vontade, de bruços e cobri-lo com uma coberta seca e aquecida. Conforme citado na pagina 67 e 68 Diretrizes nacionais de atenção à gestante: operação cesariana, do Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde.
- CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO: O mesmo apresentando condições favoráveis) conforme preconiza as melhores evidencias cientificas, leia a baixo:
A portaria 371 do MS recomenda o clampeamento tardio do cordão umbilical em recém-nascido de termo (idade gestacional 37-41 semanas) que está respirando ou chorando, com tônus muscular em flexão, sem líquido amniótico meconial ou seja, ele apresenta boa vitalidade e não necessita de qualquer manobra de reanimação.
57) É recomendado clampeamento tardio do cordão umbilical para o RN a termo e
pré termo com ritmo respiratório normal, tônus normal e sem líquido meconial.
58) Nos casos de mães isoimunizadas, ou portadoras dos vírus HIV ou HTLV, o
clampeamento deve ser imediato.
Citado na pagina: 70 E 71 nas Diretrizes nacionais de atenção à gestante: operação cesariana, do Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde.
- AMAMENTACAO NA PRIMEIRA HORA DE VIDA: O mesmo apresentando condições favoráveis) conforme preconiza as melhores evidencias cientificas, leia a baixo:
Estimular o aleitamento materno na primeira hora de vida, exceto em casos de mães HIV ou HTLV positivas, seguindo as determinações da portaria 371 do MS(112) é uma iniciativa que pode melhorar as taxas de aleitamento no Brasil. É importante postergar os procedimentos de rotina do recém-nascido nessa primeira hora de vida. Entende-se que a limitação de movimentos e os cuidados pós-cesariana podem retardar o contato da mãe com RN nas primeiras horas do parto, sendo necessário apoio no aleitamento materno até a apojadura e saída do ambiente hospitalar.
Levando em consideracao que o tempo longe da mae, diminuirá por conta do pos operatorio. Relatos de bebes nascido nessa instituicao, apontam um equivalente de 3h do bebe longe da mae nas primeiras horas de vida.
Sendo assim se torna necessario uma enfermeira ao lado da mae para segurar o bebe ou o acompanhante sendo instruido por tal. Assim como as mulheres do particular pagam doulas para acompanhar o aleitamento dentro do centro cirúrgico.
-ACOMPANHAMENTO INTERMITENTE DO ACOMPANHANTE ESCOLHIDO :
A Lei Federal nº 11.108, de 07 de abril de 2005, mais conhecida como a Lei do Acompanhante, determina que os serviços de saúde do SUS, da rede própria ou conveniada, são obrigados a permitir à gestante o direito à presença de acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto. A Lei determina que esse acompanhante será indicado pela gestante, podendo ser o pai do bebê, o parceiro atual, a mãe, um(a) amigo(a), ou outra pessoa de sua escolha. Se ela preferir, pode decidir não ter acompanhante.
Nessa instituicao o acompanhamento na cesariana so é permitido depois da incisão do corte na barriga da mae, sendo assim a mulher fica sozinha na sala de pré-operatorio e pos-operatorio por no minimo 2h sozinha e longe do seu bebe.
Pedimos que a mulher permaneça acompanhada em todas as etapas da cirurgia, é um direito que esta sendo engolido por protocolos hospitalares.
-CAMPO CIRURGICO : Pedimos que seja mudado a rotina de uso do campo levantado quando a mulher deseja assistir ao nascimento do seu filho ou providenciarem campo cirurgico transparente. Sabemos que a instituicao recebe verba da REDE CEGONHA, instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde, consistindo numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizadaà gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como à criança o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e ao desenvolvimento saudáveis. Existem hospitais no mundo todo com esse movimento para tentar fazer com que a gestante tenha uma boa experiência, independentemente do tipo de parto. A maioria das medidas foram direcionadas para o parto vaginal, mas é peciso pensar também naquelas que necessitam da cesárea, que também precisam se sentir melhor e mais satisfeitas.
Segundo a obstetra Lilian Sadeck, do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), essa substituição é um ganho para as mães que necessitam de cesárea. A necessidade de campos estereis durante a cirurgia realmente dificulta a visão da gestante e pode aumentar a ansiedade dela. A possibilidade de usar campos transparentes permitirá que a mãe participe mais desse momento, especialmente nos casos em que o bebê tem grande chance de nascer bem.
-PRESENCA DA DOULA PELA SUS:
A presença da doula independe da presença do acompanhante permitido pela Lei Federal 11.108 de 07 de abril de 2005. Art. 2º A doula é autorizada a entrar nos ambientes hospitalares munida de seus instrumentos de trabalho.
As doulas de Rio branco não conseguem ter acesso na Maternidade Barbara Heliodora, nem para o trabalho de parto e nem no centro cirúrgico. O direito da mulher esta sendo ferido nessa instituição.
-BANHO DE IMERSÃO NA BANHEIRA:
Na maternidade Barbara Heliodora a sala de parto com banheira não é utilizada como recomenda-se, a sala esta isolada e sem uso desde da entrega da mesma no ano de 2016. Sabemos que o banho de imersão na agua é recomendado pelo Ministério da Saúde e foi construida para tal. Enfermeiros relatam que as gestões alegam não ter equipamentos para atender parto na agua e nem treinamento. Somente o Santa Juliana atende parto na agua, porem nem todos os profissionais atendem.
Sugerimos esses pontos serem abordados e discutidos com gestao e equipes de assistência dentro da Instituição Hospital Santa Juliana em Rio Branco no Acre, assim como Maternidade Barbara Heliodora e hospitais dos municipios do Acre.
Esperamos pronunciamento e posicionamento das medidas reestabelecidas. Do contrario a sociedade que foi ferida por direitos acima, buscaram forças do poder publico do Acre. Bem como autoridades responsáveis, MINISTERIO PUBLICO, SESACRE , MINISTERIO DA SAUDE E REDE CEGONHA.
Nesse documento toda sociedade que assina o termo, declara apoio e incentivo para os pontos que foram esclarecidos sejam cumpridos para todas as mulheres que escolherem quaisquer instituição no Acre para viver a sua experiencia de parto.
|
Já Assinaram
677
Pessoas
O seu apoio é muito importante. Apoie esta causa. Assine o Abaixo-Assinado.
|