Programas de Atenção ao Autismo para Oferta de Serviço Público Eficiente (PBE) e Universal
Para: Prefeitos e Vereadores das Câmaras Municipais; Deputados Estaduais e Governador do Estado; Autoridades Públicas da Saúde, da Educação e da Tecnologia
O MOVIMENTO DE ATENÇÃO AO AUTISMO é uma iniciativa popular que visa trazer luz à realidade da população autista em nosso Estado, para que seja possível, através do diálogo entre a população e as autoridades, a construção e realização de políticas públicas para conferir dignidade e qualidade de vida para pessoas autistas e seus familiares.
É extremamente urgente trazer ao debate público a discussão sobre soluções efetivas para atender aos altos índices de demanda reprimida de serviço público de atenção às pessoas autistas, principalmente em relação às necessidades de:
1) ATENDIMENTO MÉDICO especializado, das áreas da psiquiatria infantil, neuropediatria ou pediatria especializada em TEA, primordial para investigação e diagnóstico, e
2) INTERVENÇÃO PRECOCE INTENSIVA (caráter terapêutico-pedagógico para estimular o desenvolvimento de habilidades, baseada em terapia comportamental); e
3) INTERVENÇÃO CLÍNICA multidisciplinar das áreas de fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia, para conferir suporte necessário ao desenvolvimento.
A inclusão é uma construção social dialética, como uma via de mãodupla, pois, ao propiciarmos meios para que pessoas com deficiência usufruam plenamente da vida comunitária (através do acesso aos direitos à dignidade, à saúde, à educação, ao trabalho e à cidadania), colaboraremos para uma SOCIEDADE MAIS JUSTA, IGUALITÁRIA E DEMOCRÁTICA.
A articulação e participação da população nas esferas municipais e estadual para formulação e realização de políticas públicas nas áreas da saúde e da educação voltadas às pessoas autistas é um dos primeiros passos rumo às melhorias almejadas.
Para ser possível de fato atender à demanda de serviço de saúde e educação especializados à população autista catarinense, duas grandes medidas devem ser tomadas: 1) saber a dimensão da demanda reprimida existente (tendo como base o conhecimento real da população autista no Estado através de programas de rastreamento e cadastro de dados) e 2) se aprofundar nas práticas baseadas em evidência existentes (segundo, inclusive, os princípios da eficiência e da moralidade da máquina pública) para atendimento no autismo (aproveitando, ainda, exemplos práticos e reais no âmbito nacional e internacional em que o caminho do atendimento de excelência em TEA já está sendo trilhado para se tornar realidade dentro do serviço público universal e gratuito).
Contamos com o apoio de todos os familiares, amigos e pessoas autistas, além de toda a comunidade. Uma sociedade mais justa e igualitária para pessoas com deficiência é uma sociedade melhor para todos. Vem somar com a gente!