Petição pela valorização da memória da Índia Bartira relacionado ao caso de protestos sobre a manutenção da estátua de Borba Gato.
Para: Prefeitura de São Paulo
Existe um movimento para substituir a estátua de Borba Gato, que lembra as expedições em busca de minérios do ciclo do ouro e do diamante no Brasil do século XVII, por uma escultura de uma lider quilombola do seculo XVIII de nome Tereza de Benguela, e até poderiam manter todas as referências para lembrança da verdadeira história de São Paulo, porém falando de justiça na questão de Borba Gato, melhor seria exaltar também a memória de uma indígena já que eles foram os vitimados nas expedições exploratórias e poderiamos citar vários icones indigenas, mas de uma forma mais amena lembrar de Bartira filha do cacique Tibiriçá, o mais importante líder indígena da capitania de São Vicente, e que foi batizada com o nome de Isabel Dias e uniu-se ao português João Ramalho tendo nove filhos , e dessa união descendem inúmeras das mais tradicionais famílias paulistas atuais, de modo que até o título de mãe do povo brasileiro foi atribuido à ela por alguns historiadores.
Há relatos que um pesquisador de Portugal escreveu um artigo falando sobre uma Bartira, poliglota e empoderada e que, sem ela, provavelmente não existiria São Paulo, dada a importância que ela teve nessa época .
E em dos documentos encontrados, há referência a Bartira até como ‘princesa Isabel’ pois teria recebido o nome cristão de Isabel Dias, e aliás como dito até a rainha da Suécia, Silvia Renate Sommerlath, é descendente dela segundo sua genealogia publicada.
De Bartira descendem milhões de brasileiros, espalhados sobretudo pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Descende de Bartira, por exemplo, Antônio de Sousa Neto (por parte de mãe), que veio a proclamar a República Rio-Grandense.
Há outra idéia de substituir a imagem de Borba Gato por uma de Aymbere, mas esse indígena está mais associado a história do Rio de Janeiro e o caso da confederação dos Tamoios que se associou a franceses para tentar expulsar portugueses.
E de fato indígenas poderiam ser mais lembrados em nossa história, até porque na época das bandeiras foram eles os atingidos e mortos por doenças que vieram com os europeus ou pela ação predatória dos bandeirantes, mas tambem foi a colaboração fundamental para estabelecimento da então Vila de São Paulo como com o cacique Tibiriçá, pai de Bartira e salvador da São Paulo de Piratininga e defensor dos jesuitas naqueles primeiros anos depois da fundação, e que Manuel da Nóbrega havia conseguido recrutar para sua nova sociedade quando o que se tinha na região era na verdade, um colégio de padres rodeado de habitações indígenas.