Ex estudantes do CEFET em repúdio à LGBTfobia do Instituto
Para: A direção do Centro Federal De Educação Tecnologia de Minas Gerais - campus X
Viemos, por meio deste documento, apresentar e representar não apenas o nosso desagrado e repúdia com relação aos últimos casos de homofobia e transfobia (ocorridos em 08/02/023), como também nossa posição de cobrança de atitudes mais efetivas no combate a este e qualquer outro tipo de preconceito – que inclusive configura crime. Por lei, atos de homofobia e transfobia são sujeitos a punição (lei 10.948/2001). A criminalização da homofobia e transfobia também esta prevista pela lei 7.716/1989, segundo o STF, enquadrando a homofobia e transfobia como “crimes de preconceito”. O ambiente educacional/de formação é – ou deveria ser – em grande parte um local não apenas para a formação técnica-teórica, mas para a formação humana dos indivíduos. Desta maneira, parece-nos óbvio que a preocupação com questões éticas e de respeito à diversidade sejam incluídas, observada e cobradas na postura dos estudantes. Isso significa combater o racismo, LGBTQfobia, a misoginia, o machismo e todos demais preconceitos – que aqui assinalamos repudiar. Nesse caso em específico, destacamos a situação de homofobia e transfobia.
Vale ressaltar a recorrência de outras atitudes LGBTQfóbicas no CEFET – os casos não são novidade. Não de hoje vem as posturas discriminatórias de discentes, docentes e sua passividade diante de tais ações, que deveriam ser devidamente averiguadas e punidas. Do ocorrido espera-se, segundo as normas do próprio CEFET, no mínimo uma suspensão (que ora já foi dada para casos menos preocupantes, como “furar filas de RU”), uma medida disciplinar. No entanto apenas uma advertência verbal foi dada. LGBTQfobia não é brincadeira, e tais ações são as mesmas que futuramente crescem e custam muito da saúde mental, física, e porque não dizer, podem custar as vidas de alguns. Atitudes mais contundentes precisam ser tomadas a fim de levar o assunto com a seriedade que lhe é necessária. Do contrário, continuaremos deixando espaço confortável para os ataques preconceituosos, e pouco estará sendo feito no sentido de combate-los e formar humanamente indivíduos. Tudo começa de algum lugar.
Dito isso, e em suporte aos demais estudantes e professores que estejam se posicionando contra o absurdo ocorrido, nós, ex-alunos do CEFET de Curvelo, assinamos: