Posicionamento do Conselho Federal de Contabilidade sobre as inconsistências contábeis na Americanas e IRB envolvendo a PwC como Empresa de Autoria da Companhias
Para: Ao senhor Aécio Prado Dantas Júnior, Presidente do Conselho Federal de Contabilidade.
O Instituto Ibero-Americano da Empresa, associação civil que defende investidores (saiba mais sobre nossas campanhas em: https://clubedeinvestidores.paperform.co/), vem por meio deste abaixo-assinado cobrar da Presidência e do Corpo Diretivo do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), apuração sobre a adequação da prática de Auditoria por parte da Empresa PwC.
Nos casos IRB e Americanas, restou evidente que os balanços contábeis apresentados por anos não correspondiam à realidade patrimonial das Empresas. Em outras palavras: apresentavam o que se chamou de "inconsistências contábeis", eufemismo empregado para apontar fraudes e manipulações nos números e dados.
Milhares de acionistas, portanto, adquiriam ações com evidente sobrepreço. Os dados fundamentais para a decisão pela aquisição estavam deturpados, levando, então, os investidores a erro. Bilhões de dívidas ou rombos financeiros foram escondidos e diminuídos em ambos os casos.
As Auditorias não possuem o dever de detectar fraudes. Mas, diante da reiterada incorreção nas práticas contábeis, por anos, com substancial incorreção de números fundamentais, é urgente que o Conselho Federal de Contabilidade se pronuncie sobre a prática, adequada ou não, da Auditoria empregada pela PwC.
O Instituto Empresa e quase 200 investidores já promove demanda judicial contra a PwC no caso IRB, conforme anexo. E se prepara para nova demanda no caso Americanas porque entende como evidente que as regras de Auditoria não foram devidamente empregadas em ambos os casos.
Se você também reconhece a responsabilidade da PwC pelos dados apurados no IRB e nas Americanas deve ingressar nas demandas que requerem indenização da Auditoria.
Mas, a bem do Mercado de Capitais e mesmo para que se evitem erros idênticos, o CFC não pode se omitir.
Enfim: questionamos se a Auditoria empregada pela PwC nos casos IRB e Americanas é a que o CFC prega para a garantia do Mercado de Valores no Brasil?