Pela criação de uma matéria comportamental na grade curricular do ensino básico
Para: Ministério da Educação
O Brasil passa por diversos ataques dentro de escolas. Insultos, bullying, agressão física e até mortes vem tomando conta dos noticiários.
As escolas precisam acompanhar a evolução da tecnologia, nos impactos que esse acesso causa no desenvolvimento emocional de nossas crianças.
Pais têm dificuldade de lidar com um filho em casa, mas os professores e professoras têm que lidar com uma média de 30 por sala de aula. Ficando impossível se envolver com o emocional de cada um individualmente.
Percebemos a necessidade de ser inserida na grade curricular do ensino básico uma matéria comportamental que faça parte de todas as séries, com foco em cada fase de desenvolvimento abordando conteúdos que estimulem a autoestima, o autoconhecimento, a tomada responsável de decisões, as habilidades de se relacionar e a consciência social que são base de suporte ao desenvolvimento da inteligência emocional.
Atualmente, a tecnologia está fazendo parte da criação dos filhos sem nenhum critério. Por mais que alguns pais ainda tentem evitar e filtrar o conteúdo, é uma missão cada vez mais difícil.
Precisamos tomar as rédeas dos valores e do respeito ao próximo. Hoje em dia há mais crianças com deficiência frequentando as escolas, há uma diversidade enorme de biotipos, de personalidades e gêneros, que têm dificuldade de se inserir em grupos que tem como referência padrões estipulados pelas redes sociais.
A escola e seus alunos tem que se preparar para acolher as imprevisibilidades, colocar em análise coletiva o que é produzido no cotidiano da sala de aula, da escola, e dos acontecimentos externos.
A saúde mental, a autoestima e a qualidade de vida na escola entre educandos e educadores precisam ser revistas com muito carinho para que possamos criar seres humanos mais empáticos, com boa autoestima e que desenvolvam habilidades para lidar com um futuro mais próspero.