Manifesto Contra Os Atentados Nas Escolas
Para: Prefeitura de Gravataí e Secretaria Municipal De Educação (SMED)
Este manifesto surgiu de um debate na sala de aula entre alunos e professor, e tem o objetivo de exigir medidas preventivas para lidar com os atentados. O caso de violência escolar envolvendo ataques de alunos a professores e entre alunos vem se tornando cada vez mais frequente. Nos últimos anos, de 2019 a 2023 tivemos 18 ataques.
De acordo com o mapeamento da Unicamp sobre os acontecimentos de atentados por alunos e ex-alunos, o primeiro caso foi registrado em 2002 em que o jovem de 19 anos disparou contra duas colegas em uma escola de Salvador. Segundo a Luciene Tognetta, pesquisadora e professora do Departamento de Psicologia da Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) o aumento disso tem correlação com a exposição a ideologias extremistas, que apresentam ódio generalizado. Muitos desses adolescentes encontram atenção que não foi dada pelas outras pessoas nesses grupos. Muitas das vezes esses jovens tem uma tremenda falta de socialização por não saber lidar com as pessoas. A influência de outros atentados também contribui para o encorajamento desses ataques.
O governo de Gravataí também rechaço de guardas armados e detectores de metais nas escolas para combater um disparado número de atentados. Essa medida na minha visão não é eficaz. Deveria ser valorizado medidas como o investimento de na contratação de 550 psicólogos para as escolas estaduais e os prédios escolares. O problema real não é a falta de segurança e sim a instabilidade mental dos adolescentes, quem pratica o atentado não se preocupa com as consequências e sim com o reconhecimento que terá depois disso, eles têm na cabeça a ideia de fazer história. Tanto que muitos casos os jovens depois de cometer o atentado se suicidaram como por exemplo no massacre de Suzano em que Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, deu um tiro fatal em seu parceiro de crime, Luiz Henrique de Castro, 25 anos, e então cometeu suicídio.
Algumas medidas a serem tomadas para prevenir os atentados podem ser o acompanhamento psicológico. Orientar os profissionais da educação e as pessoas a como identificar e lidar caso identifiquem uma eminencia de um ataque. É importante também que haja uma presença permanente de psicólogos e orientadores educacionais na escola, que fortaleça relações entre escola e comunidade, trazendo também discussão sobre violência e preconceitos. Espaços de acolhimento nas escolas e a criação de grupos terapêuticos.