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Aumento Já!

Para: Trabalhadores públicos e privados

Após nove anos de congelamento salarial onde se acumulou uma inflação de 67,08 %, em que os servidores públicos estaduais tiveram uma mísera reposição de 6%, estão como que numa máquina do tempo paralisada: vivem na realidade os preços de 2023 com salários de 2015. Como medida necessária, exigimos o mesmo tratamento que o PJ, MP, Defensoria e TC que terão reajuste de 12% em 2 parcelas. Aumenta Já!

Nesse contexto, encontra-se o Vale Refeição que continua no valor de 12,22 reais ao dia, tranformando em vale lanche essa conquista histórica dos trabalhadores brasileiros. E com uma co-participação de 6% dos servidores, o que faz com que aqueles que ganhem acima de 4.480,00 nada recebam, pois o valor é absorvido pela co-participação.

Nesse sentido, além do aumento urgente desse valor, é necessária a revisão dessa co-participação, com uma revisita à legislação existente. Trata-se de uma verba indenizatória essencial, urgente e que não traz outras repercussões. Aumenta Já!

O valor do Vale Transporte, outra conquista histórica dos sindicatos brasileiros, continua inalterado e Inferior ao custo de qualquer linha de transporte existente. Dá só para a ida ao serviço. Aumenta Já!

O Governo Eduardo Leite protagonizou no mandato anterior a assinatura da Renegociação da dívida, induzindo a sociedade gaúcha e os deputados a um equivoco histórico. À época, a Fessergs, sindicatos, associações e centrais, alertaram para a gravidade daquele compromisso que comprometeria a saúde, sobrevivência e desenvolvimento do Estado.

Fomos vencidos e agora a própria Secretária da Fazenda admite que não há como honrar esse compromisso que além do mais transferiu as decisões econômicas e a autonomia do Estado para a órbita federal. E no acordo da Renegociação, oficializou-se que o custo dos ajustes seria jogado nas costas dos servidores, com o condicionante do limite prudencial, onde o governo arrocha salários para se enquadrar nas condições leoninas impostas. .

O Rio Grande vive uma instabilidade permanente. Não apenas climática, onde a Fessergs e seus sindicatos se solidarizam com as vítimas da tragédia ambiental, coletando e entregando doações, mas também de governança, eis que estamos decaindo em todos os indicadores econômicos começando pela qualidade de vida, tais como educação, saúde e demais. O percentual reservado para investimentos é de pouco mais de 1%.

Atenta a esse cenário, cabe mais uma vez à FESSERGS, CSB, centrais, sindicatos e associações, renovar esse grito de alerta. Por isso estamos oferecendo a oportunidade de que gaúchos, servidores ou não, manifestem-se em repúdios ao estado mínimo que nos empurra para baixo e em apoio ao Estado que queremos, capaz de oferecer qualidade de vida sustentável a todos.

Por isso, bradamos Aumenta Já!

Sérgio Arnoud Presidente da Fessergs e da CSB




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