Apoio e acessibilidade ao psicólogo para mães em vulnerabilidade, que tem seus filhos detidos
Para: Governo Federal e Prefeitura de São Paulo
Na realização de um projeto da faculdade sobre a ausência de apoio psicológico e a falta do filho, notamos que é um problema agravante e que muitas mães apresentam angústia e um sofrimento muito grande. Com isso, obtemos alguns dados:
As mães entrevistadas dizem não ter rede de apoio e auxílio da rede pública para lidar com a ausência dos filhos(as);
Todas elas se sentem culpadas e/ou são culpadas pelos próprios filhos(as) pela situação;
A maioria das mães ao menos sabe o que é terapia e como um acompanhamento pode auxiliar nesse momento, pois a maioria não tem condições financeiras para o tratamento e não conseguem agenda no SUS;
Pontua-se, que a maioria das mães deseja ter a oportunidade de conversar com os filhos (as) para tentar entender os motivos que levaram eles a cometer os crimes.
Contudo, foi possível observar, o maior trauma gerado pelo cárcere de filhos é uma sensação de perda igualável ao luto de morte em alguns casos e até mesmo uma alegada ignorância sobre os motivos que levaram seus filhos a cometerem os crimes, independentemente de quais.
Dessa forma, a promoção da terapia em conjunto com as mães (ou figuras maternas, em geral) seria uma iniciativa que traria uma facilidade de conciliação e de compreensão entre as duas partes, tratando as sensações de perda e luto das mães, facilitando a compreensão dos motivos e atitudes além de conciliar as comuns desavenças encravadas entre mãe e filhos, possivelmente auxiliando até mesmo na reabilitação ao explorar uma relação fundamentalmente importante do indivíduo.