Desigualdade de gênero no mercado de trabalho
Para: Ministra das Mulheres Cida Gonçalves
Excelentíssima Ministra das Mulheres Cida Gonçalves,
São Paulo, 30 de novembro de 2023.
As mulheres nunca foram valorizadas da maneira correta no mercado de trabalho brasileiro e isso permanece nos dias de hoje, elas estão em desvantagem há muito tempo, sendo “responsáveis” por cuidar da casa e dos filhos, sendo vistas apenas como algo doméstico, outra coisa que está instituída na cabeça de muitas pessoas, na sociedade em que vivemos. Tudo já é mais complicado, elas lutam muito por direitos e o mínimo de poder, lutam por serem vistas como válidas e valorizadas no mercado trabalhado. Luta essa, retratada pela música “The Man”, de Taylor Swift, que diz “Eu estou tão cansada de correr o mais rápido que consigo, imaginando se eu chegaria lá mais rápido, se eu fosse um homem”.
O mercado é competitivo para todos, mas sempre vai estar instituído o preconceito de gênero, machismo, desrespeito, e as mulheres acabam não tendo as mudanças, mesmo sendo igualmente qualificadas. Como a nossa sociedade pode colaborar para que esse ambiente seja mais igualitário, tendo oportunidades iguais para ambos os gêneros, levando em consideração a desigualdade? Devemos lutar por um meio melhor e igualitário.
Cada vez mais as mulheres estão desempregadas e fora do mercado, segundo dados recentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o percentual de mulheres que estavam trabalhando no Brasil em 2020 ficou em 45,8%, o menor desde 1990 com 44,2%, o que mostra que não evoluímos como deveria. Outro ponto é que o número de mulheres desempregadas, desde 2012, quando a FGV registrou a informação, é sempre menor em relação ao dos homens, o que claramente mostra a desigualdade no mercado de trabalho.
A mulher lutou incansavelmente por ter direitos iguais, lutaram por serem vistas como seres competentes. Como podemos ver na fala da especialista Rita Ivana Barbosa: "É sem dúvida, um processo histórico, pois a mulher lutou muito para ter as oportunidades que ela precisava. Porque competência, habilidade, informação e visão a mulher já tinha. Mas infelizmente ela não tinha uma segurança jurídica, tinha todo um preconceito e esses fatores faziam com que a mulher realmente não colocasse todo o seu potencial, a sua força para mover essa sociedade", fala que retrata o quanto a mulher é injustiçada.
Diante disso, queremos ver um futuro com melhorias, com direitos realmente iguais e um sistema em que ambos os gêneros tenham oportunidades e possam competir por vagas e cargos no mercado de trabalho com tantas vantagens como os homens.
É importante para nós, estudantes, percebermos o quanto a luta pelos direitos é importante e válida. e deve ser valorizada por todas as pessoas, o quanto o mercado é injusto e desigual.
Atensioamente.