Luta das Mulheres
Para: Luiza Martins, Rafaela Santos, Helena Trita, Pietra Nunes e Helena Nahime
Excelentíssima Ministra das mulheres Cida Gonçalves,
Ainda com todas as nossas lutas, batalhas, esforços e conquistas, as mulheres ainda são desvalorizadas no mercado de trabalho e no dia a dia. A diferença entre as mulheres e os homens vem diminuindo cada vez mais, porém há muito a fazer para que a igualdade aconteça.
Desde cedo, nós mulheres sofremos com piadas machistas, na escola ou em lugares públicos, nos quais na cabeça dos homens são apenas brincadeiras, porém sempre possuem um fundo de verdade, e mexem com nosso psicológico, o que nos diminui cada vez mais. Várias conversas são tidas decorrentemente em aulas, porém a mudança é pouca, vista em relação a quantidade de vezes em que o assunto é tratado.
De acordo com o site FGV.br, a diferença de cargos, salário, tempo e possibilidades entre as mulheres e os homens é notável. Observa-se que nos últimos 30 anos muitas mudanças ocorreram na sociedade e no mercado de trabalho brasileiro, contribuindo para uma maior inserção da mulher, mas as desigualdades de gênero ainda persistem. Dentre essas mudanças destacam-se: 1) o processo de expansão econômica e urbanização das cidades a partir da década de 70, aumentando a demanda por trabalhadores; 2) mudanças nas normas/convenções sociais e culturais, com transformações nas estruturas das famílias, e divisão das responsabilidades do lar; 3) mudanças sobre os papéis de gênero na sociedade, com as novas gerações mais interessadas em combater as desigualdades existentes e gerar ambientes mais diversos.
A quantidade de mulheres que ficam em casa, limpando e cuidando de seus respectivos filhos é enorme. Muitas delas buscam empregos, porém não acham oportunidades, e se tornam dependentes de seus maridos financeiramente. Os maridos sustentam as suas famílias em muitos casos, o que torna as mulheres dependentes.
De cada quatro mulheres que sofrem violência doméstica, uma não denuncia o agressor porque depende financeiramente dele. E transpor essa barreira é uma das maiores dificuldades delas.Não dá para revelar muito sobre esta mulher. Depois de duas décadas sofrendo violência doméstica, ela conseguiu uma decisão que impede o marido de se aproximar. E ele não pode saber onde ela vive e trabalha.“Ele tinha uma possessão, ele não permitia eu ter contato com a minha família. A tortura psicológica, a violência sexual, tudo que eu passava ficava ali dentro e se eu precisasse de ajuda o agressor era o meu socorrista”, conta a vítima de violência doméstica. De acordo com G1.
Após essas reflexões sobre o papel da mulher na vida e no mercado financeiro, esperamos que apliquem regulamentos preventivos para que a igualdade de salário aconteça e que as falas preconceituosas acabem. As empresas que não passassem a seguir as novas regras, seriam punidas, tendo que responder boletins de ocorrência.
Nós decidimos escrever esse texto para a senhora, pois assim como nos cinco, é uma mulher batalhadora, que já deve ter sofrido com falas e ações
machistas. Esperamos que a senhora se comova com esse texto, e que pense como a vida de muitas mulheres poderiam passar a melhorar financeiramente. E historicamente seria um grande avanço na igualdade de gêneros. Pensamos no nosso futuro, e no futuro de muitas mulheres, que assim como nós, querem seus respectivos direitos.
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