ESCLARECIMENTOS SOBRE EQUIPE VÔLEI MASCULINA
Para: OUVIDORIA E DIRETORIA DO MINAS TÊNIS cUBE
Prezada Senhora
Rúbia Márcia Ramos (Ouvidoria)
e
Carlos Henrique Martins Teixeira (Presidente), Alexandre Abdala Miranda (Diretor Financeiro), André Rocha Baeta (Diretor de Esportes), Bruno Resende Rabello (Diretor Jurídico), Elói Lacerda de Oliveira Neto (Diretor de Vôlei Masculino),
Nós, sócios do Minas, alicerçados pela missão, visão e princípios do Clube, cujas relações são pautadas pela transparência, justiça, integridade, probidade e responsabilidade; e que tem como valores, dentre outros, a procura de soluções e resultados e transparência, respeitosamente *manifestamos nossa preocupação em relação ao atual desempenho da equipe profissional de vôlei masculino*.
Amantes do esporte, muitos de nós somos atletas amadores. Acompanhamos assiduamente os jogos da equipe profissional masculina. É nítido que algo estranho acontece fora das quadras, o que está abalando negativamente os atletas e pode estar refletindo também na equipe profissional feminina. Ambos os grupos estão com desempenho abaixo do esperado, mesmo em jogos realizados em casa. Durante as partidas, observamos que falta liderança agregadora interna e externa da equipe. É difícil entender a dispensa do Murilo, levantador e líder mais experiente. Por que ele foi tão pouco utilizado? Os jogadores parecem sem energia. Nem todos os atletas estão sendo aproveitados. Algo acontece que foge à nossa compreensão.
Sabemos que o Minas sempre foi celeiro de atletas. Mas sentimos a falta de estratégia em momento de transição, principalmente que vise à motivação contínua da equipe. Recentemente perdemos peças como Honorato e o técnico Neri. Tememos que outros destaques saiam.
Corroborando nossas preocupações, foi publicado em 06/02/2024, artigo no jornal O Tempo, que versa sobre uma promessa não cumprida pela diretoria do Clube. Segundo Bruno Voloch, cujas credenciais de seriedade são dispensadas, a premiação de 100 mil dólares foi repassada ao Minas na íntegra pela Federação Internacional de Vôlei. Foi acordado verbalmente com os jogadores que, caso a equipe chegasse à final do último Mundial de Clubes, o que ocorreu de forma inédita, 60% ficariam com o Minas e 40% com os atletas. Tal promessa não foi cumprida. Ao chegarem ao Brasil, foi comunicado a eles que o valor seria usado para reembolsar o Minas pelas despesas da viagem. O grupo foi ameaçado e segue amedrontado inclusive com rescisão contratual.
Tal postura não reflete o que esperamos da gestão do Minas Tênis.
Com objetivo de colaborar para a boa imagem dessa diretoria, certos de que precisamos caminhar sempre unidos, pedimos esclarecimentos sobre o que está acontecendo. Sugerimos que, além de uma resposta escrita e institucional, seja realizada uma audiência aberta com os sócios do clube. Afinal, somos aliados fieis, os primeiros a apoiar o Clube em suas conquistas, como a construção do estacionamento e demais melhorias, mesmo sendo muitas vezes tolhidas de usufruí-las.
Certos do retorno pela seriedade com que gerem o Clube, assinamos.
Belo Horizonte, 14 de fevereiro de 2024.