Problemas do Binário da Mateus Leme/ Nilo Peçanha desde o dia 12 de junho de 2024
Para: Prefeitura de Curitiba; IPPUC - Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba; Superintendência de Trânsito - Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito de Curitiba - SMDT
Desde que a segunda fase do binário da Mateus Leme/ Nilo Peçanha foi implantado no dia 12 de junho de 2024 os moradores do entorno, bem como os usuários do mesmo estão enfrentando uma piora do transito e da qualidade de vida. Isso porque o binário trouxe congestionamentos que antes não existiam, advindos dos veículos em alta velocidade e insegurança aos pedestres e também aos veículos, dificuldade de estacionamento para ir nos pequenos comércios da região das ultimas quadras da Nilo Peçanha e nas áreas próximas ao Colégio Marista Santa Maria e à Escola CEBEC – Berçario, Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Os alunos da Escola CEBEC são pequenos e precisam de uma área segura para que seus pais possam parar e conduzi-los em segurança para dentro da Escola. A existência de estacionamento em frente ao Colégio Marista também é importante para diminuir o congestionamento, pois dessa forma não são todos os veículos que precisam adentrar ao Colégio.
Quem mora nas últimas quadras da Nilo Peçanha já reclamava, antes da implantação da segunda fase do binário que os veículos adentravam na mesma pela João Gava ou Roberto Gava em alta velocidade e vinham em alta velocidade, antes do cruzamento com a Caetano Granato e já vinham há anos pedindo algum tipo de redutor de velocidade, pois já havia ocorrido vários acidentes. Desde o dia 12 de junho a situação se agravou. As últimas quadras da Nilo Peçanha parece uma rodovia: tráfego intenso, veículos em alta velocidade, poluição sonora advinda dos veículo, insegurança dos pedestres, dificuldade para atravessar a rua e ainda congestionamentos que nunca existiram na região.
É necessário dar voltas para se chegar ao destino de locais que os moradores e usuário necessitam ir, uma vez que muitas ruas ficaram com sentido único, tornando o percurso maior. Resultado, maior gasto de combustível, mais poluição, mais estresse, maior congestionamento e perda de tempo.
O binário trouxe mais congestionamento para quem vem trazer os filhos no Colégio Santa Maria e para os moradores próximos ao mesmo porque todos os veículos e ônibus que iriam entrar a esquerda na Mateus Leme na Rua Professor Nilo Brandão devem passar na rua do Colégio Marista, porque a conversão à esquerda da Mateus Leme para a Rua Professor Nilo Brandão não é mais permitida. O Colégio Marista conta com 2800 alunos, sendo que o fluxo de veículos já era intenso na rua e agora aumentou. Esses fatores levaram a congestionamentos na Rua Nilo Peçanha.
A Rua Joaquim de Matos Barreto, rua do Colégio Marista é uma rua estreita, com declive acentuado e por onde não deveriam trafegar ônibus, principalmente por ser a rua de um Colégio, além disso perdeu as vagas de estacionamento necessárias aos pais de alunos do colégio Marista Santa Maria e da Escola CEBEC. No dia 28/06/2024 teve um acidente com um ônibus articulado que não venceu a curva para fazer a conversão e acabou batendo no poste.
A rua João Eneas de Sá, que é a rua de ligação de todo o trânsito que vem da Mateus Leme e João Gava para a Rua Nilo Peçanha é uma rua estreita, com declive acentuado e não são apropriadas para fazer parte do binário e para ter um alto fluxo de veículos como está acontecendo agora, aliás, caminhões que adentram na mesma, estão dando a ré e voltando para a Rua Joao Gava .
Na Rua João Gava também observar-se congestionamentos, que não existiam anteriormente, tendo em vista que a rua João Eneas de Sá não comporta todo o trânsito que era dividido anteriormente entre as ruas Nilo Peçanha, Mateus Leme e Nilo Brandão.
Insegurança aos pedestres que necessitam atravessar a Rua Nilo Peçanha principalmente na altura da Rua Caetano Granato e na altura do cruzamento com a Rua Dona Branca do Nascimento e com a Rua Evaldo Wendler, onde havia anteriormente uma lombada eletrônica que foi retirada.
Na Rua Evaldo Wendler que sempre foi utilizada para acessar a Rua Nilo Peçanha, Rua Dona Branca do Nascimento e Rua Manife Tacla tornou-se muito difícil, formando filas de congestionamento, tal fato também levou mais veículos a permanecer na Rua Mateus Leme.
Todas essas situações tentem a se agravar em dias de Show na Pedreira Paulo Leminski.
Deve-se ressaltar também a questão que o ônibus da linha 176 que era a única que passava na Nilo Peçanha no sentido bairro e hoje os moradores e usuários têm que descer na rua Mateus Leme (movimento terrível impossível de atravessar) ou na Joaquim de Matos Barreto (um subidao enorme) ou na João Gava (onde não tem faixa de pedestre e a noite é muito deserto pra caminhar além da subida grande também), ou seja, o binário trouxe insegurança, dificuldades e congestionamentos.
Não houve um benefício sequer com a segunda fase do binário.
Diante de todos esses fatos as pessoas abaixo assinadas solicitam : 1) que as Ruas Nilo Peçanha, Mateus Leme e João Gava voltem a ter sentido duplo como existia antes da implantação da segunda fase do binário no dia 12/06/2024; 2) que existam vagas para os pais dos alunos do Colégio e da Escola acima mencionadas e para os comércios existentes nas últimas quadras da rua Nilo Peçanha; 3) Que os ônibus voltem a circular onde circulavam antes do dia 12/06/2024.