CARTA DE RESPOSTA AO ATO DE VIOLÊNCIA POLICIALESCA NA PRAÇA TIRADENTES
Para: órgãos dos governos estadual
Em nome deste coletivo que assina esta carta, expressamos o nosso lamento e respondemos contra o ato de violência estrutural e institucional que aconteceu no começo da madrugada do dia 1/08, na Roda de Samba Péde De Teresa - que acontece todas às sexta-feira na Praça Tiradentes. Invalidamos a postura de interdição da roda de samba, que causou terror na maneira de chegar em praça pública. Ressalta -se o horário, que foi por volta de 1:30h. Foram cerca de 15 carros das forças de segurança. Incluindo Bombeiros, CEOP, Polícia Cívil, Polícia Militar e a Vigilância Sanitária.
A Praça Tiradentes passou a ser mais frequentada por pessoas de vários circuitos do Rio ao longo dos últimos pela ocupação das rodas de samba nessa praça.
Sua importância na cultura, na mobilidade e no sentido de segurança teve seus efeitos quando artistas, músicos, comércio e a estrutura da roda de samba ocupou a Praça Tiradentes.Nós que participamos, compomos, articulamos e somos parceiros da prática das rodas de Samba da Praça Tiradentes , sempre tivemos a postura de conversas e acordos com a ordem e dever com o poder público.
Contudo, tal atitude coloca - se a necessidade de pleitear as rodas de samba como um Marco Regulatório de Cultura e Segurança das Rodas de Samba na Praça Tiradentes de expressa invalidade atos de violência contra essas práticas neste território.
Tal pleito considera as nossas recentes conquistas, que por esse episódio de violência torna - se necessário maiores reverberações da garantia e segurança da presença das rodas de samba, principalmente na Praça, conquistada por conversas e articulações con poder público: a LEI GAMARRA (Lei 8076/18) – que Estabelece a Política Estadual de Promoção, Salvaguarda, Fomento e Incentivo ao Samba Fluminense - e ao incentivo a prática de roda de samba pelo DECRETO RIO Nº 49.709, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2021 - que reúne ações de valorização, salvaguarda e fomento das matrizes do samba na cidade do Rio de Janeiro.
As rodas de samba do Rio podem e devem permanecer!