Que barulho é esse?
Para: Prefeitura de Porto Alegre
Moradores da Rua Duque de Caxias, na cidade de Porto Alegre - RS solicitam atenção e urgência por parte dos órgãos públicos quanto à tomada de providências pertinente ao barulho em demasia, que já ocorre há muito tempo na rua supracitada.
O serviço de higienização/limpeza das vias vem sendo realizado de forma impertinente e deselegante pelos colaboradores contratados. Este fluxo ocorre em horário inoportuno, que oscila das 2h às 5h da madrugada, gerando estresse enfastiante aos moradores, estes que, em sua grande maioria, trabalham em horário comercial e necessitam de descanso e repouso. Esses funcionários desrespeitam a população quando realizam o trabalho de forma desorganizada, com algazarra, quebra de garrafas, conversas paralelas de um lado para o outro da via, seguidas de cantorias, batuques de carrinhos de mão e pás metálicas e, utilizam até instrumentos como rádio/música em volume alto. Deixa-se à entender que possuem respaldo dos órgãos públicos para tal ato, onde recebem as notificações por meio de seus canais de comunicação e não tomam providências com o intuito de minimizar o desconforto da população. Ao darem margem para que esses eventos se perpetuem, estão corroborando para quadros de estresse, insônia e demais problemas de desordem psicológica da população central.
É importante frisar que muitos moradores não possuem condições financeiras para escalonar medidas que visem a diminuição dos ruídos, como por exemplo, aberturas e vidros com isolamento acústicos, ou até residam em andares mais próximos ao nível da rua.
Mesmo que a região pudesse ser considerada de fluxo moderado, não justifica a realização deste serviço exclusivamente em horário mencionado anteriormente, visto que, pode-se observar que, a prestação do serviço de higienização/limpeza em avenidas residenciais com maior fluxo, ocorre em período diurno, ou pelo menos, até as 24h. É importante ressaltar que os moradores desta região prezam pela segurança, manutenção e boa convivência, desta forma, acreditam que suas solicitações não sejam negligenciadas e/ou banalizadas, como observa-se em muitos outros bairros da cidade, onde tornaram-se marginalizados e esquecidos.