Pelo fim das queimadas e destruição dos biomas brasileiros
Para: Exmo. Sr. Presidente da República; Congresso Nacional; Senado Federal; Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Supremo Tribunal Federal.
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
A destruição contínua de nossos biomas, principalmente Pantanal, Cerrado e Floresta Amazônica, é um problema de enorme gravidade que afeta a toda a sociedade e que precisa urgentemente de medidas mais duras, exemplares e céleres, pois o que temos visto nas últimas décadas são decisões que só pioram as leis de preservação e abrem nosso país a continuidade da devastação indiscriminada.
De nada adianta somente a prisão de meia dúzia de pessoas pagas para cometer os crimes ambientais e nada ser feito contra o real problema e contra os reais causadores de tudo que temos visto, como o crime organizado, além de muitos latifundiários e fazendeiros que agem tal qual criminosos contumazes.
Nosso país pede socorro, os biomas queimam e as cidades sentem mais e mais o peso das mudanças climáticas e da severidade da fumaça e fuligem que as cerca. Algo precisa ser feito no campo das leis, das ações do executivo, nos julgamentos sobre a constitucionalidade de certas "leis ambientais e códigos florestais" visivelmente corrompidos do que deveriam ser seus objetivos. Mas principalmente necessitamos de apoio real, com uma parte maior do orçamento focado nos órgãos de repressão e cuidados para com o Meio Ambiente e criação de grupos variados munidos de técnicas e tecnologias para lutarmos contra esse tão grave descalabro.
Um Meio Ambiente em desequilíbrio é uma bomba relógio que explodirá na economia, na saúde, na alimentação, na construção do pleno emprego, e em todas as outras esferas de nossa sociedade. Ou agimos agora, com a firmeza necessária, ou não haverá nenhum futuro promissor ou sequer um futuro possível para nossa geração e muito menos para as gerações posteriores.
Marlon Leal do Nascimento
Professor de História
Cidadão brasileiro