Revisão da Medição do Gás - Edifício Allegro
Para: Síndico e Corpo Diretivo
São Paulo, 12 de novembro de 2024
À
Síndico, Corpo Diretivo e Administradora do Condomínio Edifício Allegro
Avenida Alberto Ramos, 487
São Paulo, SP
Prezados,
Nós, moradores do Condomínio Allegro, dirigimo-nos a vocês para expressar nossa insatisfação e preocupações acerca do atual processo de medição do gás realizado no condomínio. Gostaríamos de apresentar os pontos críticos deste processo, apoiar nossos relatos com experiências dos residentes e propor ações para melhoramento e maior transparência.
Atualmente, a medição do gás é realizada da seguinte forma: a Comgás efetua uma leitura geral por torre e o pagamento é feito pelo condomínio com recursos do caixa. Posteriormente, a empresa CAS realiza a leitura remota, utilizando sensores instalados nos medidores de cada apartamento. Estas leituras são então enviadas à administradora para que o consumo de cada unidade seja cobrado no boleto condominial.
A insegurança em relação à correta medição remota da CAS é uma preocupação recorrente entre os moradores, como ilustrado pelos seguintes relatos:
- **Relato 1:** Durante a reforma do meu apartamento, o fio do relógio do gás foi desconectado. Imediatamente solicitamos a reconexão, mas a empresa levou dois meses para consertar, e nesse período não houve cobrança para minha conta.
- **Relato 2:** Mesmo com a mesma composição familiar, a conta de gás dos vizinhos apresenta uma diferença substancial, chegando a 50% a mais, mesmo com hábitos familiares semelhantes.
- **Relato 3:** Um vizinho que se mudou de torre observou uma redução de mais de 80% na conta de gás.
- **Relato 4:** Minha conta de energia aumentou de 10m³ para 30m³ em seis meses, sem qualquer alteração na composição ou rotina da família.
- **Relato 5:** Há unidades habitadas com consumos irrisórios, inferiores a 1m³.
Diante dos relatos, surgem questionamentos fundamentais:
1. Como garantir que a medição remota, realizada por sensores, não esteja sendo afetada por obsolescência, principalmente sem qualquer manutenção preventiva relatada desde a concepção do condomínio?
2. Como se explica o aumento expressivo do consumo em m³, mesmo sem alteração dos padrões de consumo ou influência climática?
3. Como justificar diferenças significativas de consumo apenas pela mudança de unidade?
4. Como justificar o consumo irrisório de algumas unidades e quem paga pelo consumo delas?
Considerando os questionamentos apresentados, solicitamos ao síndico, corpo diretivo e administradora que notifiquem a empresa CAS para apresentar um plano de auditoria, manutenção e revisão dos processos de medição, assegurando a lisura das apurações. Além disso, pedimos que sejam estudadas e apresentadas alternativas de medição mais confiáveis, como, por exemplo: atualização da tecnologia de medição remota, substituição dos sensores, troca da empresa de medição remota e individualização do gás, permitindo que estas opções sejam votadas em assembleia em caráter de urgência, uma vez que o modelo atual se mostra insustentável.
Agradecemos a receptividade e esperamos que sejam tomadas providências, que a empresa CAS forneça os esclarecimentos necessários e que todos os andamentos sejam comunicados aos moradores.
Atenciosamente,
Moradores do Edifício Allegro