Assédio Moral
Para: Colaboradores do HGESF/BA
SEGUNDA CARTA ABERTA AO EXCELENTÍSSIMO JERÔNIMO RODRIGUES MD GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA
Excelentíssimo Governador, diariamente recebo relatos muito tristes dos colaboradores da Gestão HGESF/HEOM que passaram e passam por episódios terríveis de assédio moral nos respectivos Nosocômios, e alguns inclusive adquiriram quadros de depressão (e doenças relacionadas), burnout, e precisaram buscar tratamento.
Fico chocad@ como pessoas incompetentes e desumanas são colocadas em cargos de liderança, sem ter a mínima idéia da responsabilidade que lhes foi confiada.
O Estado da Bahia (e seus gestores) deveria rever seus processos seletivos e políticas de plano de carreira, criando ferramentas de avaliação mais precisas para analisar se uma pessoa é realmente capaz de assumir um cargo de liderança.
Os gestores são promovidos ao cargo por serem "de confiança", ou melhor, por serem da família.
Sim! O Gestor Geral tem laços estreitos com a Secretária de Saúde do Estado da Bahia competência impar para ocupação do cargo.
O fato é que o mesmo não é figura vista pelas Unidades de Saúde HGESF/HEOM. Ele é diarista do HOSPITAL 2 DE JULHO e do HGE e não se faz presente (cumula Comissionado, FJS e PJ no HGESF), delegando as funções aos Gestores Administrativo e Qualidade.
Sim! O Diretor Administrativo também tem laços estreitos com a Subsecretária de Saúde do Estado da Bahia.
Esse se faz presente e é figura atuante. Age de forma desembaraçada e autoritária. Não teme aos rigores legais. A carta é branca. Branca para tudo. As mãos dele alcançam área geral, qualidade, médica e claro a administrativa. Contrata e desliga ao seu bel prazer.
E não vamos esquecer-nos da Diretoria de Qualidade (cumula Comissionado e FJS) que além de perpetuar a mesma postura acima descrita contrata sua enteada e a coloca ao seu lado e, ainda, alça vôos na propagação do assédio moral – atual lema da Gestão HGESF/HEOM.
Se faz necessário rever o modo como Comissionados e os Redas estão sendo exonerados e como alguns com Vínculo FJS e Estatutários estão sendo devolvidos à Fundação e à SESAB, vide DOE.
O dilema é tão grande que até os colaboradores que participam do Programa Social de Reabilitação estão sendo perseguidos. Somos monitorados segundo a segundo tanto pela Gestão Administrativa, quanto pela Gestão de Qualidade. Filme de terror.
O cenário é de pânico, o clima é de instabilidade, estamos aterrorizados na expectativa de quem será o próximo e qual QI Atécnico será empossado e quais serão os atos de tortura psicológica serão implantados e ofertados como novo modelo de fluxo hospitalar padrão ISO/padrão Podium da Gestão HGESF/HEOM.
Sentimento este sintetizado e já alertado em Carta anterior, vide:
Excelentíssimo Governador, nós servidores e colaboradores do Hospital Ernesto Simões Filho estamos através desta, trazendo ao seu conhecimento o que acontece nessa atual gestão do Dr. Luciano Bressy e equipe trazida por ele, como modelo de gestão: a truculência, autoritarismo, arbitrariedade, tirania, e como resultado dessas ações o ASSÉDIO MORAL, tão combatido pelo seu governo, faço saber a citar os nomes do senhor Relder - Diretor Administrativo e da senhora Andreia Lima - Diretora da Qualidade. Como servidores públicos podemos afirmar que não é do seu conhecimento e que jamais concordaria com tal comportamento, pois o senhor vem de origem humilde e tem se mostrado digno e merecedor do cargo que ora ocupa, com a nossa confiança e voto.
Pois essa Gestão confunde o nome SERVIDOR PÚBLICO, como sinônimo de servil, e não “a servido de” uma população carente, que suplica por uma saúde pública digna e de qualidade.
Toda ação e repressão e desrespeito aos servidores, repercute na forma que os referidos, tratam aos usuários do sistema único de saúde.
A premissa dessa gestão é desfazer tudo que encontrou, “baseado na teoria do caos, quanto pior, melhor” e na crença que ninguém que já estava a serviço no hospital é digno de sua confiança, palavras ditas por ele “só confio em quem eu trouxe”, confiança se conquista com diálogo, com a participação de todos, afinal quem está, conhece melhor, do que quem acabou de chegar, só se impõe respeito por competência e não aos gritos.
Devo salientar que até acreditamos que de fato possa querer o melhor para o funcionamento da unidade, entretanto as custas de um péssimo clima institucional e adoecimento generalizado dos servidores.
O atual Diretor Geral comparece ao hospital uma vez por semana, permanecendo por um período máximo de 03 horas, deixando a direção a cargo dos Diretores Administrativo e da Qualidade, que além de nunca ter assumido cargo público, sem o menor conhecimento de gestão pública tem postura assediadora, sem obedecer aos preceitos da gestão humanizada e participativa com as diretrizes do SUS.
Apenas para citar existem parentescos de primeiro grau, em toda Gestão, o que caracteriza nepotismo, onde são retirados os servidores dos cargos para acomodar as suas indicações que está longe de ser técnica, vide DOE.
Nós servidores do Hospital Ernesto Simões Filho, denominado por nós HGESF, contamos com a sua sensibilidade e apoio para a tomada de decisão em relação ao pleito apresentado, e reafirmamos o nosso respeito e apoio incondicional à sua posterior decisão!
Encaminhamos essa carta ao nosso excelentíssimo deputado Estadual Roberto Carlos, que pode verificar in loco tudo que está descrito acima!
Reafirmamos votos de estima e apreço, aos excelentíssimos Deputado Roberto Carlos e Governador Jerônimo Rodrigue MD GOVERNADOR DO ESTADO da Bahia.
Nossa gratidão!!!!
Na iniciativa privada há todo um cuidado humanizado quando se recruta e quando se desliga. Paro e penso, será que é por que têm os Direitos Humanos, Leis Trabalhistas, Leis Civis, Leis Penais, Ética, Princípios, Valores. E será que o Estado da Bahia não é seguidor de tais vertentes?
São vidas, são famílias em jogo. Estou preocupad@ com as conseqüências.
Repensando melhor um líder adota valores como: ética, caráter, honestidade, empatia, tolerância, imparcialidade, humildade, justiça, além da capacidade de ensinar, ser exemplo e inspirar, e acima de tudo, um líder deve gostar de pessoas!
O que é pior nisso tudo é deixar acontecer esses absurdos. O departamento de RH não é neutro e não é competente, e por sua vez não é capaz de detectar a atecnia do líder e dos seus indicados numa entrevista de efetivação, pois não há. O processo de admissão é fictício, pro forma, sob parceria, toma lá da cá.
O toque sutil da Atual Gestão é trazer o colaborador da sua indicação - que de regra é da secretaria passada ou do HGE e fora desligado por ausência de competência – tornando-o parte do HGESF através da terceirização (vínculo CRETA, FESFE, FJS), logo após é efetivado em um REDA ou é premiado com uma posição comissionada. Lembrando todo o processo é validado pelo RH e publicado no DOE.
É tão impactante a ausência de competência do RH que o mesmo sofre ingerência até do SIAST (cumula SESAB e FJS) que contratou os atuais: coordenador de Fisioterapia e Assessor Técnico, além de terceirizados. Destruiu o Núcleo de Segurança do Paciente e o Serviço de Feridas, colando colaboradores sem expertise. Fato ocorrido também nos Setores de Contratos, Assessoria Técnica, Higienização, Serviço Social, Same.
Sem falar que os Setores Apoio, Manutenção, Almoxarifado e Patrimônio não foram imunes aos desmandos da atual Gestão.
Segue alerta: “Muitos materiais com a validade vencida! E são descartados sem obediência as normas de segurança”. “Os materiais no CME são “esterilizados” com etiquetas e indicadores vencidos!!!”. “Os pacientes são expostos a risco todos os dias”. “O prejuízo financeiro e moral ao Hospital Geral Ernesto Simões é incalculável” esse é o Padrão Ouro da Gestão Atual.
A farra dos Comissionados e Vínculos Adicionais (REDA, FJS, PJ) corre solta na Gestão e na Alta Gestão. O start é dado pela exoneração, surgindo posto para nomear seus apadrinhados com benefícios estendidos. Pode ocorrer com o aumento do Comissionado; A saída de um vínculo terceirizado (CRETA, FJS, FESFE) para REDA ou Comissionado; E até ser agregado um plus FJS ou PJ para aqueles que possuem vínculo direto com a SESAB.
Fato visto a olhos nus e vide DOE. Como a Diretoria de Enfermagem do HGESF, Coordenação de Farmácia do HGESF, Coordenação do Ambulatório Geral do HEOM, Coordenação do Apoio do HGESF, Secretárias do HGESF, das Coordenações: Manutenção, OPME, Centro Cirúrgico, Higienização, Serviço Social e Same, todos do HGESF e no Setor Engenharia Clínica do HGESF.
E a pergunta que não cala. Há cumprimento de carga horária pela Gestão e pela Alta Gestão dos seus vínculos acrescidos (Plus)? A Folha de Ponto da Gestão e da Alta Gestão é avaliada, conferida e validada? Sei que para o baixo poder é feita uma rigorosa e criteriosa avaliação, conferência e validação. São todos submetidos à janela, sim janela, do RH para assinar seus pontos diariamente, duas vezes ao dia e não registrando o horário do almoço. Mesmo no baixo poder há privilégios! Ter sua folha de ponto individualizada. Já para os menos abastados do baixo poder a folha de ponto é em lista única, com relação pré definida e exposta a satisfazer curiosidade alheia.
E após criteriosa análise os Auxiliares e Técnicos – baixo poder - são convocados a justificar a ausência integral de cumprimento de carga horário, tendo um vínculo cancelado.
Agora mais do que nunca, cuidar da saúde mental dos colaboradores passou a ser fundamental para garantir a produtividade e o engajamento, lembrando que as doenças mentais já são a terceira maior causa de afastamento.
E a lamentação continua. Os insumos estão sendo controlados e comprados com qualidade questionáveis. Passamos por uma crise de papel toalha. A política da privação do uso de papel toalha é tão preocupante que o colaborador fez questão de pontuar no evento ocorrido em 25/09/2024 – II Simpósio Interdisciplinar HGESF em Saúde no auditório da SESAB. Além das fitas adesivas adquiridas para feitura das polissonografias que resultaram em reuniões desgastantes, vez que os insumos são inservíveis e a equipe acaba rateando a compra de materiais adequados à realização do serviço, evitando ser descontinuado. E como não falar das luvas, eram apenas duas caixas para plantão de 24h, por Ala! e sendo retiradas em horário administrativo, pois o Almoxarifado não funciona mais no turno noturno.
Prefiro não externalizar os Indicadores Gerenciais: Mortalidade, Risco ao Paciente, Gestão Operacional.
Enfim, mas temos catracas eletrônicas e portas com fechaduras digitais para nossa segurança que surte efeito em retardar o adentramento à Unidade e protege de uma auditada surpresa, pois é o tempo suficiente para serem disparadas as mensagens nos grupos e mitigando a gravidade da saúde da Gestão HGESF/HEOM, como foi no mês de setembro/2024.
Eu tenho riquezas de detalhes da Operação à Assistência! Da Alta Gestão, Gestão e Baixa Gestão! Eu tenho Nomes e Vínculos!
Vale lembrar que o HGESF passou por um processo de nepotismo a pouco tempo – Vide Transação com o MP/BA, foi uma luta de anos. E conseguimos afastar a névoa tempestuosa e acreditamos que dessa vez não será diferente. Haverá um olhar cuidadoso e zeloso mais uma vez.
Por fim, reitero que os Colaboradores da Gestão HGESF/HEOM contamos com a sua sensibilidade e apoio para a tomada de decisão em relação ao pleito mais uma vez apresentado, e reafirmamos o nosso respeito e apoio incondicional à sua posterior decisão!
Encaminho também essa carta ao nosso Excelentíssimo Deputado Estadual Roberto Carlos, para mais uma vez verificar in loco tudo que está descrito acima!
Assim como também será encaminhada essa carta aos nossos Representantes Legais – Sindicatos, aos Órgãos Judiciais Fiscalizadores – Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Estadual e, por fim, à Delegacia Regional do Trabalho como ente Executivo Investigativo.
Reafirmo votos de estima e apreço, aos Excelentíssimos Deputado Roberto Carlos e Governador Jerônimo Rodrigues MD GOVERNADOR DO ESTADO da Bahia.
Gratidão eterna!!!!