FIM AOS PANCADÕES NA ZONA NORTE (AVENIDA MASSAO WATANABE)
Para: Exmo Sr Governador/ Prefeito de São Paulo e Câmara dos Deputados
A Realidade do Jardim Peri e a Necessidade de Ação Contra os Pancadões
No Jardim Peri, na Zona Norte de São Paulo, moradores enfrentam um problema que tem se tornado insustentável: os chamados "pancadões". Desde a sanção da "Lei dos Pancadões" em 2017, que busca controlar os ruídos e o uso abusivo de som em vias públicas, pouco parece ter mudado para os residentes da região.
A Rotina dos Moradores: Um caos sem fim!!
Em fins de semana, a tranquilidade é substituída por bloqueios ilegais nas principais ruas e avenidas do bairro Santa Cruz como a Av. Massao Watanabe e Rua Ministro Lins de Barros. Carros de som, bares, lounges e tabacarias sem alvará e multidões transformam o espaço público em território de desordem. Estima-se que cerca de 600 pessoas ou mais ocupem as ruas, frequentemente consumindo álcool e drogas, deixando lixo e resíduos diversos (preservativos), além de praticarem atos de vandalismo e violência.
Horários de início dos pancadões:
Os bloqueios iniciam-se aos sábados por volta das 20h estendendo-se até domingo de manhã por volta de 7h ou 8h, mas retornam aos domingos à noite, no mesmo horário finalizando às 7h ou 8h da manhã de segunda-feira. Nas ruas bloqueadas há a circulação de 5 principais linhas de ônibus que atendem ao bairro e esses têm de desviar seus itinerários causando um enorme transtorno a todos
Impactos diretos no Jardim Peri e Adjacências.
O impacto é devastador. Garagens bloqueadas impedem os moradores de exercer seu direito básico de ir e vir. Linhas de ônibus desviadas ou impedidas de circular afetam o deslocamento de trabalhadores e estudantes, forçando caminhadas de até 30 minutos. Idosos, crianças e pessoas com necessidades especiais, que compõem uma grande parte da comunidade local, são os mais prejudicados, sofrendo com noites sem descanso devido ao barulho ensurdecedor e ameaças de violência.
A falta de fiscalização e as demandas locais:
Os moradores apontam que muitos estabelecimentos comerciais funcionam sem autorização, promovendo festas que não respeitam os direitos da comunidade. A fiscalização é insuficiente, e mesmo quando a polícia é chamada, a resposta nem sempre é eficaz.
O clamor por respeito e ação imediata:
A comunidade pede ações concretas, como:
• Reforço da fiscalização baseada na Lei dos Pancadões, com apreensão de veículos e equipamentos que violam as normas.
• Fechamento de estabelecimentos que funcionam ilegalmente.
• Instalação de postos policiais permanentes nas áreas mais afetadas.
• Criação de políticas públicas que garantam o direito ao sossego e à segurança.
Um apelo às autoridades:
A mensagem dos moradores é clara: queremos viver com dignidade, sem medo e sem ruídos que invadam nossas casas. O Jardim Peri, assim como outras regiões da Zona Norte, pede socorro. Respeito aos cidadãos que pagam impostos e contribuem para o município é o mínimo que se espera.
O problema dos pancadões não é apenas uma questão local, mas um reflexo de como a convivência urbana precisa ser repensada, priorizando o bem-estar de todos.