Abaixo assinado contra a homofobia e o bullying contra a Ufba
Para: Pessoas
Um estudante da faculdade de veterinária da UFBA, biólogo e mestrando na mesma universidade, relatou uma situação de perseguição e agressão sofrida no ambiente acadêmico. Segundo ele, o ocorrido teve início em novembro do ano anterior, durante uma aula de Histologia e Embriologia dos Animais. Desde o início da aula, um grupo de quatro ou cinco alunas conversava em volume alto, dificultando a compreensão do conteúdo ministrado pelo professor. Além disso, essas alunas passaram a consumir bombons de chocolate, amassando as embalagens e atirando-as pela sala, sendo que algumas delas atingiram o estudante. Diante da situação desconfortável, ele solicitou que as alunas parassem, mas em vez disso, elas intensificaram o comportamento e começaram a rir. O estudante interrompeu a aula e pediu mais uma vez que cessassem as atitudes. Nesse momento, uma das alunas, Sarah Reis Juriti Santos, passou a discutir com ele, sugerindo que, caso estivesse incomodado, deveria deixar a sala, e proferindo insultos, incluindo palavras de baixo calão. Após o retorno do professor à explicação, a mesma aluna voltou-se para o estudante e proferiu insultos homofóbicos. Ele interrompeu novamente a aula e solicitou a intervenção do professor, que, no entanto, nada fez. A partir desse episódio, a estudante passou a persegui-lo frequentemente, utilizando injúrias, calúnia e difamações, inclusive em redes sociais. Na mesma ocasião, Sarah passou a referir-se a ele de maneira pejorativa, utilizando expressões ofensivas relacionadas à sua orientação sexual e idade, apesar da diferença entre eles ser de apenas cinco anos. Os insultos persistiram de novembro até a semana do relato, mesmo após o estudante ter enviado vários e-mails à universidade e registrado boletim de ocorrência na delegacia. Com o retorno da UFBA do recesso em 6 de janeiro, tudo permaneceu normal até 15 de janeiro de 2025, quando uma colega do estudante, já formada em veterinária por outra instituição, soube que a história estava sendo distorcida e divulgada em grupos de estudantes de veterinária, como se o estudante tivesse agredido fisicamente Sarah. Ao entrar em contato de maneira gentil com a aluna para esclarecer os fatos, a colega foi recebida com hostilidade e novas calúnia contra o estudante. O estudante, mais uma vez, repassou a situação aos órgãos competentes por e-mail, sem obter resposta. Ciente da reputação de sua agressora, passou a carregar um barbeador elétrico para sua própria segurança. No entanto, a perseguição escalou ainda mais. No dia 22 de janeiro de 2025, uma amiga informou que Sarah estava espalhando a acusação falsa de que ele teria cometido estupro contra ela, apesar de nunca ter encostado nela. Pouco antes da aula naquele mesmo dia, o estudante se aproximou de Sarah para perguntar por que ela estava inventando tal história e para pedir que cessasse a perseguição. Sarah reagiu de forma agressiva e segurava um frasco de spray de pimenta. Com medo e consciente do preconceito que existe na sociedade, o estudante sacou seu barbeador elétrico para tentar se proteger. Sarah, então, utilizou o spray de pimenta contra ele, esvaziando todo o frasco, o que lhe causou diversas queimaduras, atestadas posteriormente em um relatório médico. O estudante registrou um novo boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito, cujo resultado sairá nos próximos dias. Ele afirma não compreender os motivos da perseguição de Sarah contra ele, questionando se isso ocorre por sua orientação sexual, sua idade ou por alguma outra razão. Ressaltou ainda que completou todo o curso de Biologia na UFBA, ingressou no mestrado, fez intercâmbio e nunca teve problemas com outros colegas ou membros da universidade.