Salve o Hospital São Vicente de Paulo! Diga não à demissão em massa nos Prontos Atendimentos.
Para: População de Jundiaí e Região, trabalhadores do HSV e Prefeitura de Jundiaí
Nós, moradores de Jundiaí e das cidades da região, tomamos a iniciativa de promover um abaixo-assinado em defesa do Hospital São Vicente de Paulo, instituição filantrópica, sem fins lucrativos e reconhecida como uma ‘mãe’, pois, há 122 anos, sempre acolhe a quem precisa.
Trata-se do único hospital público de referência em Urgência, Emergência e Alta Complexidade para a Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ), o que abrange uma população de aproximadamente 900 mil habitantes distribuídos por vários municípios (Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Itupeva, Cabreúva e Louveira).
É responsável, mensalmente, por mais de 34.700 atendimentos. Tem reconhecida taxa de resolutividade de 95% de toda a demanda hospitalar.
A sua força e dos seus colaboradores foi colocada à prova no enfrentamento da pandemia mundial do coronavírus, a partir do ano de 2020. No período mais crítico da doença, manteve em seus leitos mais de 270 pessoas. E, como todo herói, o São Vicente sustentou a batalha com coragem até o fim. Ninguém ficou sem atendimento, todos foram cuidados por ele.
Porém, nos últimos dias, um debate com interesse puramente político busca desmontar toda a trajetória de um dos únicos hospitais do Brasil que atendem SUS com excelência e qualidade reconhecidas por certificações nacionais e internacionais (ONA - Nível 2, ONA - Rede Integrada, Certificação Angels Nível Gold de Protocolo de AVC, entre outras). Certificações que contrariam, inclusive, os discursos vazios e as acusações sem provas sobre uma suposta ‘falta de transparência’ em relação aos dados sobre os atendimentos.
Mesmo com todos os documentos de prestação dos serviços apresentados em detalhes à Prefeitura e à Câmara dos Vereadores, avança o prazo de 90 dias dado pela Prefeitura para a rescisão do convênio do São Vicente para a administração dos Prontos Atendimentos Central, Retiro e Vila Hortolândia.
Não se deixe enganar: o convênio tem prestação de contas mensal, submetida à Unidade de Gestão de Promoção da Saúde e é avaliado periodicamente pelo Conselho Municipal de Saúde (Comus) e auditado anualmente pelo pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCSP).
Caso o rompimento aconteça, estarão diretamente ameaçadas a qualidade da assistência em saúde prestada à população nos PAs e os empregos de mais de 300 trabalhadores diretos, além dos plantões médicos.
Mas, para a Prefeitura de Jundiaí, isso pouco importa. Os políticos insistem em trocar o certo pelo duvidoso. A qualquer custo, mesmo cientes dos impactos desastrosos para a vida de tantas pessoas.
Apenas com a mobilização de muitos poderemos fazer a nossa voz ser ouvida.
SEM O SÃO VICENTE, NÃO HÁ SAÚDE PARA TODOS!