Não destruam o nosso Lar.
Para: Prefeitura Municipal de Conde
Meu nome é Flávia, sou filha de Dona Antônia e Sr Jorge, moradores desta localidade, Loteamento santa Marta, Na Pousada de Conde, bairro de Conde, a mais de 40 anos e venho através deste documento relatar uma situação de injustiça ocorrida com minha família e solicitar o apoio de nossa comunidade para que este problema seja resolvido da melhor maneira possível.
Ainda nos anos 80, o meu pai Jorge Salviano da Silva, comprou com muito sacrifício e trabalho duro os lotes que hoje formam a nossa granginha. Temos os documentos que comprovam a compra de cada lote além de pagar regularmente todos os anos o IPTU dos nossos nove terrenos. Há anos estamos lutando pela aquisição do usocapeão para os nossos terrenos, tendo em vista que a imobiliária que vendeu os lotes ao meu pai ainda nos anos 80, abriu falência nos anos 90 e não há nenhum responsável ou herdeiro vivo que possa permitir a escrituração dos nossos terrenos.
Relato que no dia 27 de novembro de 2024, agentes da prefeitura invadiram a nossa residência arrombando o cercado aos fundos de nossa granjinha. Os mesmos tiraram fotos e fizeram medições sem entrar previamente em contato conosco, sem a nossa permissão e sem se dirigir, no momento do ocorrido, a nós moradores e donos. Minha mãe quem estava presente no momento, solicitou que esses senhores se identificassem e dissessem o que estavam fazendo em nossa casa, no entanto eles não deram resposta alguma e após minha mãe afirmar que chamaria a polícia pela invasão de domicílio, foram embora sem justificar o ocorrido.
Segunda-feira, 10 de março de 2025, outros agentes da prefeitura vieram a nossa casa e esta vez entraram em contato comigo para relatar que a prefeitura faria uma praça em nossa granjinha e nos informar que os terrenos já não nos pertencia, más sim, pertenciam a prefeitura. Me dirigi a prefeitura para obter informações do acontecido e ao retirar os boletos de IPTU, os nomes dos proprietários continuam sendo eu Flávia Valéria Salviano Serpa e meu pai Jorge Salviano da Silva. Me dirigi a SEPLAN para obter mais informações e o secretário de infraestrutura me informou que a prefeitura havia registrado os lotes de nossa granjinha como sendo propriedade dela. O motivo deste ato arbitrário seria a construção de uma praça e de posteriores arquibancadas e vestuários para o campo de futebol pegado a nossa granjinha.
Por meio deste documento venho propor uma redistribuição em relação a esse planejamento. Em nossa comunidade há inúmeros terrenos baldios, inclusive toda a faixa de terra que começa da br-101 e termina as margens do rio que cruzam o nosso bairro, terrenos estes que tem décadas de impostos atrasados que justificariam uma desapropriação para o bem público. Local este, que serviria para construção de nossa praça e que poderia servir inclusive para a construção de uma arquibancada que permitiria a visualização dos partidos de futebol, tendo em vista que fica de frente ao campo. E os vestuários poderiam sim, ser feitos nos lotes 6 e 4, colados aos lotes de nossa granjinha, mas que são também terrenos baldios. Há inúmeras formas de que o nosso bairro possa crescer, ter praça, ter arquibancada para o campo e vestuários sem prejudicar a nossa família e o nosso lar. Constáta-se que não ha justificativa para tal ato. Nós só buscamos justiça para nossa família e o direito ao nosso lar, construído com 40 anos de história, de trabalho e sacrifício. O objetivo deste abaixo-assinado é a revogação da construção destas obras nos terrenos de nossa granjinha e a devolução dos lotes a nossa familia.
Desta forma, venho em nome de minha família e em memória de meu pai, que tanto trabalhou e suou para construir o que hoje nós temos, pedir encarecidamente o apoio de cada morador de nossa comunidade que conhece a nossa história e se solidariza com a nossa situação.