Poda de Árvores no Bairro Moinhos de Vento
Para: Secretaria de Serviços Urbanos da Prefeitura do Município de Porto Alegre/RS
Nós, abaixo signatários, na qualidade de moradores e comerciantes da região do Bairro Moinhos de Vento (BMV) formada pelos quarteirões entre as Ruas Comendador Caminha (Parcão), 24 de Outubro (de ambos os lados), Florêncio Ygartua e Mostardeiro, e áreas adjacentes, vimos pelo presente manifestar nossa indignação quanto aos seguidos cortes no fornecimento de energia elétrica que se repete há anos por conta, segundo a respectiva concessionária (CEEE Equatorial), da falta de poda regular e adequada de árvores que ficam no calçamento público. Os galhos e folhas acima dos cabos de alta tensão, em dia de chuvas e ventos fortes, colapsam e acabam por provocar desligamentos e até explosão nos respectivos transformadores.
Os problemas crônicos e sem perspectiva de solução ocorrem, sobretudo, junto aos transformadores sitos na esquina da Rua 24 de Outubro com Florêncio Ygartua e em outro localizado em frente ao número 471 da 24 de Outubro.
Somente no primeiro trimestre do corrente ano foram ao menos três quedas de energia cujo reestabelecimento demorou em média mais de 08 horas após o ocorrido. Foram feitas as devidas reclamações junto a CEEE Equatorial que alega ser de responsabilidade exclusiva dos órgãos públicos municipais a aludida poda.
Portanto, é urgente a poda das árvores, e eventualmente a retirada das árvores doentes e com risco de queda, ao longo da Rua 24 de Outubro (de ambos os lados) entre os trechos das Ruas Luciana de Abreu - Hilário Ribeiro e Comendador Caminha - Florencio Ygartua, bem como ao longo desta última (entre a Mostardeiro e 24 de Outubro) a fim de mitigar os riscos de novos eventos danosos à comunidade que vive e trabalha na região.
Caso isso não ocorra em prazo razoável, não superior a 30 (trinta) dias, os aludidos problemas voltarão a se repetir com prejuízos materiais e de proteção à vida, evidentes.
Necessário lembrar que tal região do BMV é composta por edifícios antigos onde residem dezenas de moradores com mais de 70 ou 80 anos, prédios sem geradores próprios, limitando o livre trânsito desses idosos, que acabam ficando “presos” em suas habitações quando os cortes de energia acontecem já que os elevadores ficam inoperantes e muitos não conseguem utilizar as escadas.
Por fim, ressaltamos que os prejuízos materiais abrangem danos a eletrodomésticos, alimentos e produtos perecíveis em geral, prejudicando moradores e de sobremaneira os comerciantes da vizinhança que perdem estoques, clientes e receitas toda a vez que tais cortes acontecem, sobretudo durante o dia como ocorreu no último dia 31 de março.
Requeremos assim as devidas e competentes providências desta Municipalidade com o propósito de podar e manter aparadas as árvores que vêm causando os graves problemas aqui reportados.