Contra o fechamento da CODER e a demissão de 600 funcionários.
Para: População de Rondonópolis.
Fechar a CODER é realmente a solução? Entenda os impactos e alternativas viáveis
A CODER – Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis – é uma empresa pública que, mesmo enfrentando uma dívida milionária, continua sendo pilar fundamental na execução de serviços urbanos, manutenção de vias, coleta de resíduos e ações emergenciais que beneficiam diretamente a população.
Por mais grave que seja a situação financeira, decretar o fechamento da CODER traria consequências ainda mais custosas para a Prefeitura e para o município como um todo:
Desemprego em massa: São mais de 600 trabalhadores que perderiam sua renda de forma abrupta. Isso geraria pressão imediata sobre os serviços sociais do município, como saúde e assistência, além de aumentar os índices de desemprego.
Custo elevado com rescisões: A Prefeitura teria que arcar com o pagamento de centenas de rescisões contratuais de uma só vez, o que poderia representar um impacto de milhões aos cofres públicos em curto prazo.
Paralisação de serviços essenciais: Muitas atividades desempenhadas pela CODER, como manutenção de ruas e limpeza pública, não podem simplesmente ser interrompidas. Seria necessário contratar empresas privadas, muitas vezes com custos mais altos e menor capacidade de resposta.
Perda de patrimônio e estrutura: A CODER dispõe de equipes experientes, máquinas, frota operacional e organização própria. Parte desses bens não pertencem diretamente à empresa, mas perder essa estrutura seria um retrocesso logístico e operacional.
Viabilidade da CODER: há caminhos possíveis
Apesar do cenário adverso, há soluções viáveis para reestruturar a CODER sem extingui-la:
Transformação em estatal dependente: Essa possibilidade, inclusive prevista no plano de governo atual, permite que a empresa receba apoio orçamentário da Prefeitura, garantindo a continuidade dos serviços enquanto um plano de reestruturação é implementado.
Gestão profissionalizada e transparência: Com a implantação de práticas modernas de gestão, auditoria permanente e recuperação fiscal, é possível renegociar dívidas, reduzir desperdícios e melhorar a eficiência operacional da empresa.
Parcerias estratégicas e captação de recursos: A CODER pode firmar convênios com outras esferas públicas, realizar contratos de prestação de serviços e até captar recursos via projetos urbanos sustentáveis.
Valorização do funcionalismo e revisão do quadro: Incentivar a formação, realocação e aproveitamento dos profissionais pode manter a força de trabalho ativa e qualificada sem a necessidade de grandes contratações.
Conclusão
Fechar a CODER pode parecer uma solução imediata, mas os prejuízos sociais, operacionais e financeiros superam qualquer alívio momentâneo. O que Rondonópolis precisa é de coragem para enfrentar o problema com inteligência administrativa, compromisso social e respeito à história da empresa e de seus trabalhadores.
Reestruturar é possível. Salvar a CODER é preservar o serviço público, o emprego e o futuro da cidade.
E a dívida? Ela continua existindo!
Fechar a empresa não apaga suas obrigações. Mesmo que a CODER seja encerrada, suas dívidas permanecerão e terão que ser pagas – com recursos públicos.
A solução mais eficiente é permitir que a própria CODER pague o que deve com trabalho, produção e reestruturação, evitando que essa conta recaia sobre toda a cidade.