CARTA DE APOIO COLETIVO
Criação da Setorial de Cultura Cristã nos Conselhos de Cultura de Manaus e do Amazonas
Nós, abaixo-assinados — artistas, produtores, técnicos, lideranças culturais, representantes de coletivos, igrejas e instituições ligadas à arte cristã no Estado do Amazonas — manifestamos nosso apoio à criação da SETORIAL DE CULTURA CRISTÃ no Conselho Municipal de Cultura de Manaus (Manauscult) e no Conselho Estadual de Cultura do Amazonas (CONEC-AM / SEC-AM).
A cultura cristã, com manifestações em música, teatro, audiovisual, literatura, dança, produção técnica e economia criativa, é parte viva da diversidade cultural brasileira e amazonense. Já foi reconhecida pelas seguintes legislações:
Lei Federal nº 14.969/2024 – Reconhece as expressões artísticas cristãs como manifestação cultural nacional.
Lei Estadual nº 7.219/2024 – Reconhece a música cristã e os eventos culturais cristãos como parte da cultura do Amazonas.
Lei Estadual nº 6.398/2023 – Reconhece como de utilidade pública a Associação Amazonense dos Profissionais da Cultura e Arte Cristã (Movimento por Cristo), representante formal do segmento.
Com base nisso, solicitamos a criação de uma setorial que garanta representação legítima do segmento cristão nos espaços de debate, formulação de políticas públicas, construção de editais, conferências e ações afirmativas no campo cultural.
Reforçamos que a proposta é cultural, não religiosa. Buscamos visibilidade, equidade e voz ativa, nos mesmos moldes das setoriais já existentes, como cultura afro, indígena, LGBTQIA+, entre outras.
“Não buscamos privilégio, buscamos representatividade. A cultura cristã já existe, produz, forma, emprega e transforma — agora precisa ser ouvida.”
Por que é necessária uma Setorial de Cultura Cristã?
1. A cultura cristã já é reconhecida por lei
A Lei Federal nº 14.969/2024 reconhece as expressões artísticas cristãs como manifestações culturais nacionais.
A Lei Estadual nº 7.219/2024 reconhece a música cristã e os eventos culturais cristãos como parte da cultura do Amazonas.
Portanto, é legítimo que a cultura cristã tenha assento nos conselhos que definem políticas culturais.
2. Não é sobre religião, é sobre cultura
A proposta da setorial é cultural, não evangelística. Trata-se de garantir espaço de representação para produções artísticas com identidade cristã — como teatro, música, dança, literatura, audiovisual, economia criativa e formação técnica.
3. Outros segmentos culturais já têm representação
Existem cadeiras específicas para cultura afro, indígena, LGBTQIA+, entre outras — mesmo quando atuam nas mesmas linguagens artísticas (música, teatro, etc.). O critério é identidade cultural, não linguagem artística. O mesmo deve valer para o segmento cristão.
4. Estado laico não significa Estado sem cultura cristã
Estado laico é aquele que garante espaço para todas as expressões culturais e religiosas conviverem com respeito, não um que exclui. Ter uma setorial cristã fortalece a pluralidade e a justiça cultural.
5. O segmento cristão já é produtivo e mobilizado
Existem festivais, feiras, cursos, eventos, programas de TV, projetos em execução e coletivos cristãos ativos, inclusive com iniciativas apoiadas por editais públicos. A ausência da setorial exclui uma produção que já acontece — e que tem muito a contribuir.
Jorcimara Oliveira Carvalho (Jôci Carvalho) – Presidente da Associação Amazonense dos Profissionais da Cultura e Arte Cristã
Contato: (92) 99166-4388 | Email:
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