EXTENSÃO NO EAD, NÃO! Pela flexibilidade e inclusão no ensino à distância.
Para: MEC - Ministério da Educação
Prezados(as) Diretores(as), Coordenadores(as) e Responsáveis pela Educação a Distância,
Nós, estudantes do Ensino a Distância (EAD), viemos por meio deste expressar nossa profunda preocupação com a exigência de atividades de extensão presencial em cursos que, por natureza, são realizados majoritariamente de forma remota.
Muitos de nós escolhemos o EAD por necessidades específicas:
- Falta de tempo devido a trabalho, cuidados com a família ou outros compromissos;
- Dificuldade de deslocamento por morarmos em cidades distantes ou regiões com pouca infraestrutura;
- Problemas de saúde mental, como fobia social, ansiedade generalizada ou transtornos que tornam atividades presenciais extremamente desgastantes;
- Dificuldade de formar grupos pela dispersão geográfica dos alunos em todo o Brasil.
A exigência de atividades extensionistas presenciais ignora essas realidades e desrespeita a essência do EAD: flexibilidade, acessibilidade e inclusão.
Além disso, propostas de trabalho em grupo são inviáveis quando os alunos estão espalhados pelo país, tornando a logística complicada e onerosa, sem contar a dificuldade de alinhar horários e disponibilidades.
Não nos opomos à extensão universitária – pelo contrário, acreditamos em seu valor –, mas exigimos que ela seja adaptada à realidade do EAD.
Sugerimos que as atividades de extensão sejam substituídas por projetos remotos que cumpram o mesmo propósito de impacto social, como:
- Produção de artigos, podcasts ou vídeos educativos sobre temas relevantes para a comunidade;
- Campanhas de conscientização online (redes sociais, blogs, fóruns);
- Voluntariado virtual (mentorias, aulas online, apoio a organizações sociais);
- Pesquisas de campo remotas com aplicação de questionários digitais ou entrevistas por videoconferência;
Dessa forma, os alunos poderão vivenciar a extensão de forma significativa, inclusiva e adaptada à realidade digital – sem prejuízo pedagógico.
Pedimos que as instituições de ensino revisem suas políticas de extensão para cursos EAD e adotem modelos alternativos que respeitem nossa realidade. Queremos aprender, contribuir e transformar a sociedade – mas de forma viável, acessível e humana.
A educação deve incluir, não excluir.
Atenciosamente,
Estudantes do EAD