Banimento das plataformas educacionais da rede de ensino do Paraná
Para: Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR), Conselho Estadual de Educação do Paraná (CEE-PR), ALEP (Assembleia Legislativa do Paraná).
Venho até vossos senhores para relatar uma problemática que quase nunca é retratada: o lado que ninguém fala a respeito. A verdade.
Os senhores afirmam ter “a melhor rede de educação do país”. Mas, na prática, o que temos são apenas números. Nós, alunos da rede do ensino do Paraná, estamos cansados — e não é só de noites mal dormidas (o que, aliás, também é resultado desse sistema).
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Os senhores realmente acreditam que aprendemos algo com isso?
A frase padrão é: “é só se esforçar e prestar atenção”. Aposto que não é assim com os filhos de vocês, não é mesmo? Pois aqui, muitas vezes, não aprendemos nada. Apenas recebemos nota por cumprir tarefas que, em diversos casos, acabam sendo respondidas de forma aleatória, sem aprendizado real.
Entendo a ideia original: os jovens gostam de tecnologia. Sim, gostamos. Mas obrigar-nos a usar essas plataformas como se fossem a solução única é inadmissível.
A forma como tudo isso é imposto desconsidera nossa saúde mental e o impacto que terá no nosso futuro. Quanto menos preparados e críticos formos, pior será para todos nós.
Portanto, em nome de tantos alunos que têm receio de reivindicar seus direitos, peço que repensem esse modelo. Existem outras formas de ensinar e educar. Os senhores poderiam buscar inspiração em métodos realmente eficazes, como os utilizados em muitas redes privadas, onde a tecnologia é apoio, e não imposição.
Assim, talvez um dia a educação do Paraná seja de fato a melhor do país — mas por mérito e qualidade, não por estatísticas forçadas.
Eu não vou desistir desse desejo.
Agradeço pela atenção.