ABAIXO-ASSINADO – CONTRA O DESCREDENCIAMENTO DAS CLÍNICAS MATHEUS ALVARES
Para: UNIMED SANTOS
A Clínica Matheus Álvares é referência em reabilitação infantil e atendimento especializado a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), atuando há mais de 8 anos com dedicação, ética e responsabilidade. Ao longo desse período, mais de 5 mil crianças já foram atendidas em suas unidades, muitas delas alcançando altas terapêuticas, conquistando autonomia, qualidade de vida e alívio para suas famílias, fruto de um trabalho técnico, humanizado e comprometido com resultados reais.
A ruptura abrupta desses vínculos e a logística de deslocamento para outras clínicas não só inviabilizam o tratamento adequado, como também representam um retrocesso no progresso das crianças, geram custos adicionais, riscos judiciais e um impacto emocional incalculável às famílias. A mudança forçada de ambiente terapêutico pode desencadear crises, regressões comportamentais e danos psicológicos às crianças, evidenciando o risco de desconsiderar a continuidade do cuidado como um direito fundamental.
Diante disso, solicitamos expressamente que a Clínica Matheus Álvares — com todas as suas unidades e estrutura — permaneça credenciada junto ao plano de saúde, assegurando o direito à saúde, à escolha consciente e à dignidade das famílias atendidas. É dever das operadoras garantir continuidade, qualidade e segurança no atendimento, e a permanência da Matheus Álvares cumpre todos esses princípios.
A composição do corpo clínico conta com especialistas experientes e supervisores qualificados, conforme determina a Resolução Normativa RN 539/2022 da ANS, que estabelece critérios mínimos de qualidade no atendimento de pessoas com TEA.
O clamor dos pais e responsáveis pela permanência da clínica no credenciamento do plano de saúde não pode ser ignorado. A clínica Matheus Álvares é, muitas vezes, o único espaço no qual essas crianças estabeleceram vínculo afetivo e terapêutico, essencial para sua evolução. Romper esse vínculo implica risco clínico, prejuízos emocionais e retrocessos no desenvolvimento.
A logística de mudança de clínica é inadequada para grande parte das famílias e traria transtornos operacionais, emocionais e até judiciais. A mudança forçada de ambiente terapêutico pode desencadear crises, regressões e traumas em crianças com TEA, colocando em risco o que foi construído ao longo dos anos com muito esforço.