Florianópolis: A Capital dos Moradores de Rua
Para: Moradores de Florianópolis
Florianópolis: A Capital dos Moradores de Rua
Neste texto você verá que:
• Florianópolis é a cidade com mais moradores de rua de Santa Catarina;
• A Prefeitura é a principal responsável por isso;
• Há formas de enfrentar o problema, mas é preciso mudar a doutrina;
• Câmara de Vereadores, imprensa e entidades mantêm um acordo informal de silêncio para não cobrar a Prefeitura.
Você ainda se sente tão seguro em Florianópolis quanto há alguns anos?
Já percebeu como roubos de lojas, de fios, hidrômetros e pequenos furtos se tornaram tema comum em conversas e grupos de WhatsApp?
E como encontrar alguém dormindo na calçada, em frente ao seu prédio, virou “normal”?
Um provérbio árabe diz que é difícil ensinar a um peixe o que é a água. Ela está tão presente que ele já não percebe.
Pois é: nós também estamos vivendo algo parecido. A desordem urbana tomou conta da cidade, mas muitos já se acostumaram a aceitá-la como parte da vida.
Não podemos aceitar isso!
O problema é maior aqui
Sim, todas as cidades têm moradores de rua. Mas Florianópolis tem muito mais!
Enquanto nossa capital passa de 2.000 pessoas nas ruas, Joinville, que tem quase 100 mil habitantes a mais, tem apenas cerca de 500.
Portanto, algo de diferente acontece aqui.
A origem do fenômeno
O crescimento de moradores de rua está diretamente ligado ao avanço das drogas. Desde a Nova Lei de Drogas de 2006, que na prática descriminalizou o uso de crack e outras substâncias, os números explodiram.
Se você tem mais de 40 anos, lembre-se dos anos 90: havia tantas pessoas nas ruas?
Não. Isso mostra que não é miséria ou desemprego que leva alguém a viver nas ruas, mas a dependência química.
O Brasil ficou mais rico: nosso PIB per capita triplicou em 35 anos. Se a causa fosse pobreza, hoje teríamos menos moradores de rua, não mais.
A escolha equivocada da Prefeitura
Mesmo diante das evidências, setores da sociedade preferem negar a realidade e propor políticas ineficazes, mas politicamente lucrativas.
Em Florianópolis, a Prefeitura aposta em conforto sem contrapartida. O resultado?
• Albergue garantido;
• Quatro refeições por dia;
• Ambulatório médico exclusivo;
• Passagem anual para a cidade natal;
• E até hotel para moradores de rua.
Tudo isso sem limite de tempo e sem exigência de mudança de vida.
O efeito colateral
O resultado é claro: Florianópolis se tornou a cidade mais atraente do Sul do Brasil para quem deseja viver nas ruas.
A própria Prefeitura admite: 70% dos moradores de rua vêm de fora.
Se a maioria é de fora, é porque estão escolhendo nossa cidade. E o motivo é simples: aqui há cama, comida, teto e até hotel: tudo pago pelo pagador de impostos.
Enquanto oferece benefícios sem limites, a Prefeitura foge das medidas realmente necessárias, alegando serem “polêmicas”. Até hoje, não adota internação involuntária de dependentes químicos.
Com isso, você e sua família são obrigados a conviver diariamente com pessoas em surto, circulando pelas ruas. Tragédias, como a do jovem Tales, de 17 anos, esfaqueado no peito no Centro da cidade, podem se repetir a qualquer momento.
Nem ações simples, como organizar a distribuição de comida no Centro ou fazer campanhas contra a esmola, a Prefeitura tem coragem de implementar. Soluções que já deram certo em outras cidades permanecem aqui apenas como sonho.
Por quê? Porque a doutrina da gestão municipal é acolher incondicionalmente. Como acreditam que o problema seria “falta de oportunidade”, recusam-se a mudar o paradigma.
O crescimento explosivo da população de rua é um fenômeno nacional. Mas há um ponto crucial: essa população é migratória. E sempre buscará os lugares onde encontra mais facilidades para permanecer no ócio e na dependência. A Prefeitura de Florianópolis se recusa a enxergar isso.
Assim, a cidade definha. O número de pessoas nas ruas cresce 25 a 30% ao ano.
Se já parece muito hoje, imagine no próximo ano.
O silêncio conveniente
Por que ninguém cobra providências? Porque quase todos os setores têm seus interesses ligados à Prefeitura.
• Vereadores: a Câmara está dividida entre a esquerda, que não vê problema algum (ou até parece querer multiplicá-lo), e a base do Prefeito, amarrada por centenas de cargos comissionados indicados. Não sobra espaço para independência.
• Entidades empresariais e de classe: prevalece a cordialidade e a amizade com a gestão municipal. Ninguém quer se indispor com quem governa.
• Imprensa local: a Prefeitura é o maior cliente, o principal anunciante. Hoje, grande parte da receita da mídia tradicional vem do dinheiro público. E quem depende da Prefeitura não critica a Prefeitura.
Se você realmente se importa com Florianópolis, provavelmente está se perguntando: o que fazer então?
A resposta é: precisamos agir. É hora de pressionar politicamente, mostrar força e organização, para que a Prefeitura mude de rumo e passe a valorizar ordem e disciplina, em vez da atual política de permissividade e acolhimento sem regras.
A ferramenta para isso é o grande abaixo-assinado:
10 medidas para recuperar Florianópolis
O abaixo-assinado exige que a Prefeitura finalmente enfrente o problema que tem evitado. É hora de sair da zona de conforto e perder o medo de adotar medidas que podem gerar debate, mas que são absolutamente necessárias para recuperar nossa cidade.
Ao assinar, você estará ajudando a defender as 10 Medidas para Recuperar Florianópolis:
1. Internação involuntária de dependentes químicos.
2. Campanhas contra a esmola – chega de alimentar o problema.
3. Mais Guardas Municipais nas ruas, menos em funções burocráticas.
4. Fiscalização 2x por semana em ferro-velhos para cortar a rota do roubo.
5. Poda da vegetação exótica da Beira-Mar, usada como esconderijo de drogas.
6. Organização da coleta de lixo, evitando sujeira espalhada nas ruas.
7. Proibir a distribuição desordenada de comida em locais insalubres.
8. Tripé único de políticas públicas: tratamento, emprego ou retorno para a cidade natal.
9. Fim da passagem repetida – uma só chance para retorno.
10. Interrupção do financiamento público ao vício de quem recusa trabalho e tratamento.
Chega de permissividade. Chega de abandono.
Não podemos nos acostumar com o que está errado.
Não podemos aceitar que Florianópolis seja degradada ano após ano pela falta de coragem da gestão municipal.
Quem vem para morar, trabalhar e contribuir com a cidade sempre será bem-vindo.
Mas não podemos aceitar o caos, a insegurança e a sujeira que hoje tomam conta das nossas ruas.
Se outros têm direitos, nós – trabalhadores, pais, mães, homens e mulheres honestos – também temos. Temos o direito de viver em uma cidade segura, limpa e organizada.
É hora de levantar a voz.
É hora de exigir mudança.
É hora de dizer basta!
?? Assine o abaixo-assinado.
Florianópolis quer ordem e segurança.
Queremos a nossa cidade de volta!